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Obra na escarpa da Serra do Pilar
© Câmara Municipal de Gaia

Obras da escarpa da Serra do Pilar estão quase concluídas

A obra de requalificação e renaturalização da escarpa da Serra do Pilar já está na fase final. Em meados de Novembro, a envolvente e os passadiços já poderão ser usufruídos em pleno. O novo Miradouro da Escarpa será projectado pelo arquitecto Siza Vieira.

Por Ana Patrícia Silva
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Iniciada no final de 2018, a obra de requalificação e renaturalização da escarpa da Serra do Pilar está agora quase terminada, anuncia a Câmara de Gaia. Trata-se de um projecto de estabilização e segurança, mas também de fruição lúdica por parte da população. Com um investimento de 3,5 milhões de euros, a empreitada foi financiada por fundos comunitários e pelo orçamento municipal.

O passadiço, que acompanha a margem ribeirinha de Gaia, poderá ser utilizado já a partir de meados de Novembro. Estão agora a ser feitas as últimas intervenções de pregagem e criação de passadiços – em alguns casos suspensos, noutros casos consolidados na própria escarpa – que vão permitir a ligação à entrada da ponte Luís I, na zona do Casino da Ponte. Seguem-se a retirada da maquinaria e a limpeza final.

"Esta obra, além da componente ambiental e de renaturalização, tem uma importância enorme porque estamos perante Património Mundial da Humanidade – os claustros, o mosteiro e a zona militar ficam claramente protegidos num contexto de beleza, quando tudo estiver com a natureza já em crescimento”, destacou o presidente Eduardo Vítor Rodrigues, na visita desta segunda-feira, que contou com a presença do ministro do Ambiente, João Pedro Matos Fernandes.

O Miradouro da Escarpa dará lugar a um miradouro projectado pelo arquitecto Siza Vieira, uma plataforma que vai permitir uma vista para a muralha fernandina, para a ponte e para a própria escarpa. "É uma obra simples, mas emblemática. A ideia do miradouro é ter um local patrimonialmente valorizado em função do que era o antigo e tê-lo com a marca de Siza Vieira”, referiu o autarca.

O ministro do Ambiente sublinhou que "era fundamental fazer esta obra" e "consolidá-la para garantir que todo o Mosteiro da Serra do Pilar fica sem qualquer dano patrimonial". "O que é mais relevante aqui é a junção entre a necessidade de consolidar toda uma encosta e a capacidade de poder fruir de todo este espaço, que é de grande beleza e estava inacessível”, conclui.

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