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Parque da Lavandeira
© Câmara Municipal de GaiaParque da Lavandeira

Parque da Lavandeira em Gaia foi aumentado e renovado

Há novos caminhos a descobrir no Parque da Lavandeira, que já reabriu ao público após obras de ampliação. A antiga estufa vai ser recuperada.

Por Ana Patrícia Silva
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No Parque da Lavandeira há tulipeiros únicos, imponentes árvores que precisam de várias pessoas para as abraçarem, percursos pedestres, jardins temáticos, um lago e zonas de merendas, ideais para piqueniques. É também a casa de muitas espécies de animais – borboletas, libelinhas, sardões, sapos, patos, ouriços-cacheiros e diversas aves encontram aqui um refúgio.

Parque da Lavandeira
© Câmara Municipal de GaiaParque da Lavandeira

Este precioso pulmão verde em Vila Nova de Gaia reabriu ao público esta semana após a autarquia ter adquirido e reabilitado uma parcela de terreno da Quinta da Lavandeira. Com esta ampliação, o parque passou a ter um total de 110 mil metros quadrados. A aquisição, num total de 2,5 milhões de euros, acrescenta cerca de mais um terço à área anterior do parque e inclui uma estufa neogótica em ferro, que irá ser recuperada. 

Estufa da Lavandeira
© Câmara Municipal de GaiaEstufa da Lavandeira

Estufa da Lavandeira é uma peça rara da arquitectura do ferro em Portugal. Classificada como imóvel de interesse municipal, foi erguida entre 1881 e 1883 pela Fundição do Ouro do Porto. Feita em ferro fundido (uma das duas existentes na Península Ibérica), com a mesma técnica de engenharia do antigo Palácio de Cristal que foi demolido no Porto, esta estrutura pesa 38 toneladas, tem 24 metros de frente, 12 de altura no centro e 12 de fundo. 

concurso para a reabilitação da estufa será lançado em Maio, anuncia o site da Câmara Municipal, prevendo uma intervenção de cerca de meio milhão de euros. O objectivo é colocar neste espaço histórico uma cafetaria e um parque botânico que remeta para aquilo que foi a estufa antigamente.

Parque da Lavandeira
© Câmara Municipal de GaiaParque da Lavandeira

A Quinta da Lavandeira era uma antiga propriedade agrícola e de recreio que pertenceu, inicialmente, a Joaquim da Cunha Lima Oliveira Leal, que a vendeu ao conde António da Silva Monteiro, presidente da Associação Comercial do Porto entre 1875 e 1877. Devido à sua acção nesse cargo, tiveram início as obras de construção do Porto de Leixões e do caminho-de-ferro para a Póvoa de Varzim. Ao conde ficou a dever-se também a modernização da tanoaria a vapor na Companhia Aurifícia, na Rua dos Bragas.

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