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Vem aí uma série sobre “a persona Diogo Faro”

Produzida e realizada por Manuel Pureza, a série, que deverá ter entre oito e dez episódios, foca-se no desafio de se “ser entertainer, cómico e ao mesmo tempo activista”. Ivo Canelas é uma das personagens.

Joana Moreira
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Joana Moreira
Jornalista
Diogo Faro
DRDiogo Faro
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A Coyote Vadio, responsável por séries como Pôr-do-sol, está a produzir uma série sobre o humorista Diogo Faro. As filmagens do episódio piloto estão para breve.

"É sobre a persona Diogo Faro e é um projecto sobre como é que balanças esta coisa de ser entertainer, cómico e ao mesmo tempo activista", avança Ivo Canelas, à margem de uma entrevista sobre o monólogo Todas as Coisas Maravilhosas. Canelas é uma das personagens da série, que ainda não tem data de estreia prevista, que deverá ter entre oito e dez episódios. 

"Não é uma série biográfica nem retrata a vida do Diogo. Antes pelo contrário. É sobre ele, mas ele é uma personagem que evidentemente se cruza com as suas próprias crenças, atitudes e convicções. Mas é uma personagem, é ficção. Não é uma biopic", esclarece Manuel Pureza, que assina a realização do projecto. Diogo Faro confirma: "É uma extrapolação de mim, dessa dicotomia, mas que será sempre sobre o ser humano e as suas falhas, que é uma coisa que tenho muitas". 

"A série coloca a figura do Diogo Faro em conflito consigo mesmo. Nem todas as contradições do Diogo passam apenas pela passagem de ano – ele foi muito atacado nas redes por ter passado a passagem de ano na pandemia com outras pessoas", acrescenta Manuel Pureza, que espera que a série tenha "uma linguagem nova e arrojada", "mas que ao mesmo tempo possa ser vista por qualquer pessoa. Mesmo aquelas que odeiam o Diogo Faro. Isso é super importante. Vão odiar mais, o que é óptimo [risos]".

O argumento, escrito a várias mãos, entre elas Luís Figueiredo (de quem é a ideia original da série), Ana Correia, Jorge Geraldo e Mariana Garcia, explorará, entre outras coisas, a relação entre o humor e o activismo. "Essa luta que as pessoas que trabalham no meio e que são artistas e personas públicas [têm]. O Faro é muito activista, cometendo erros também. É [sobre] esse equilíbrio entre querer ter graça e ao mesmo tempo querer ser pertinente e estar envolvido em causas sociais, e como há uma rejeição muito grande", adianta Ivo Canelas. "Vais ver a conta do Diogo Faro e aquilo [os comentários] oscila entre um ódio profundo e um amor total", diz. O actor interpreta "uma espécie de grilo falante", avança Manuel Pureza. "Tenta servir de consciência, às vezes libertadora, outras vezes castradora, das atitudes que ele [protagonista] tem de tomar para se manter fiel aos seus princípios e ideologias", remata. 

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