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'Verdade ou Consequência': o novo espectáculo do Teatro Experimental do Porto vira o teatro do avesso

Por Mariana Duarte
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Sai uma cor na roda da sorte, lança-se um verso, solta-se uma acção. Pode ser um secador a derreter um balde de gelo, ou uma árvore-cyborg que se transforma numa instalação. Pode ser uma toupeira que constrói e destrói fronteiras, ou uma performer que lê etiquetas de peças de roupa e as colecciona numa espécie de mapa-múndi. Ou pode ser uma guerrilha, sem armas, sentada num banco de balneário a cantar e a fazer pompons. Pode ser muita coisa, e sim, vai acontecer muita coisa neste novo espectáculo do Teatro Experimental do Porto (TEP), que estreou no Teatro Nacional São João esta quinta-feira, 6, e por lá fica até dia 16.

Verdade ou Consequência é o TEP a ir a jogo, pelo futuro do mundo e pelo futuro dele próprio – a companhia foi excluída dos apoios estatais da DGArtes –, com os pés bem assentes no século XXI, depois de ter palmilhado as décadas de 50, 70 e 90 com a Trilogia da Juventude.

“O Verdade ou Consequência é uma espécie de epílogo sintético da trilogia. Houve um chegar agora, aqui”, introduz o director artístico e encenador Gonçalo Amorim. “Que século XXI é esse? Uma das respostas, não conclusivas, é que o século XXI comporta vários séculos.

O jogo começa logo no momento em que o público entra no teatro, com os lugares atribuídos por sorteio. Todo o dispositivo – concebido pela cenógrafa do TEP, Catarina Barros – foge ao tradicional, o que inclui o estilhaçar da própria ideia de representação e interpretação. Aqui não há actores, mas sim performers-activadores que estão a operar em cena, em simultâneo. Apesar de o motor do espectáculo ser os 12 versos que correspondem a 12 momentos, há na verdade uma multitude de dispositivos, de dramaturgias paralelas. Entre as muitas coisas que Verdade ou Consequência pode ser, é teatro omnívoro posto em prática por criadores e criadoras de várias áreas, do cinema à cenografia, da música à performance, como Tânia Dinis, Jorge Quintela, Jonathan Saldanha, Susana Paixão ou Marta Bernardes.

Leia mais na edição de Dezembro que está nas bancas. 

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