Já foi ao Museu Romântico depois da reabertura?

O Museu Romântico teve uma remodelação profunda que o torna mais interessante e actual. Fomos ver as novidades e dizemos-lhe o que vai encontrar neste espaço único
Museu do Romântico
©Marco Duarte Museu do Romântico
Por Sérgio Gomes da Costa |
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O Museu Romântico abriu em 1972 com a intenção de mostrar o ambiente de uma casa burguesa do século XIX. Instalou-se na Quinta da Macieirinha, não só pelo seu valor patrimonial, mas também por ter sido a última residência de Carlos Alberto de Sabóia, rei da Sardenha e Piemonte, exilado no Porto nos últimos meses da sua vida. Depois de muitos anos de portas abertas, o museu foi recentemente reabilitado, operação que demorou perto de um ano e teve um custo de meio milhão de euros. Eis os principais destaques:

Já foi ao Museu Romântico depois da reabertura?

Museu do Romântico
©Marco Duarte

Arquitectura

O projecto do arquitecto Camilo Rebelo visou principalmente as acessibilidades, o que se nota através da renovação da loja, da recepção, das instalações sanitárias e da instalação de um elevador.

Cenografia

Como se de um cenário de teatro se tratasse, o espaço foi reformulado por Tito Celestino da Costa, um profissional com experiência em cenografia de época. A intervenção faz-se notar através de detalhes como a cor das várias divisões, a renovação dos cortinados, a colocação de tapeçarias (algumas feitas de raiz)
e até mesmo a alteração do mobiliário de alguns espaços. Destaque especial para a sala de jantar, agora inspirada no livro Arte do Cozinheiro e do Copeiro, publicado por António Lobo Girão em 1841. Também a iluminação da casa 
foi trabalhada de modo a sugerir um período anterior à electricidade. Se nalgumas divisões se aproxima mais 
do aspecto original, noutros ganha um registo contemporâneo, notando-se uma linguagem actual na forma de encarar o espaço.

Arte

O museu ganhou dezenas de obras de arte, todas de autores consagrados. Entre estes contam-se nomes como Jean Pillement, Auguste Roquemont, Francisco de José Resende e Giuseppe Nogari. Estas peças não estavam antes expostas e provêm da Colecção da Faculdade de Belas Artes, da Colecção Allen, da Casa Vitorino Ribeiro e do antigo Museu Municipal do Porto.

Restauros

Não foi só a casa a ser restaurada, 
o mesmo cuidado foi estendido
 a diversos outros elementos. Entre estes, os três pianos-fortes, ficando um deles
 pronto a ser usado para concertos no salão de baile. Acrescentam-se ainda vários relógios, uma colecção de leques e uma caixa de música bem ao gosto do período romântico.

Trajes

O núcleo relacionado com a moda ganhou outro relevo. Foi criada uma sala com uma grande vitrine para apresentar a colecção de trajes, que irá ter exposições renovadas frequentemente. Para mostrar estas roupas e acessórios, foram encomendados manequins desenvolvidos pelo Kyoto Costume Institute (KCI) de acordo com as especificidades dos trajes deste período.

Tecnologia

Apesar de recriar um ambiente do século XIX, o Museu Romântico não deixa
 de ganhar alguma tecnologia. A mais vistosa é uma linha do tempo que ocupa uma parede inteira, mostrando o Porto em 1840 do ponto de vista cultural, económico e político, assim como dados sobre Carlos Alberto de Sabóia. Há ainda uma mesa interactiva no núcleo dos trajes, assim como uma aplicação móvel para os visitantes consultarem durante o percurso.

Visitas

A partir de agora as visitas deixam de ser guiadas, podendo-se circular livremente pelo espaço e decidir não só o trajecto como o tempo que se quer demorar em cada divisão. A aplicação para telemóvel referida acima vai ajudar a ir um pouco mais além na informação disponível nas fichas espalhadas pelo museu.

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