12 coisas incríveis que invejamos noutras cidades

Que o Porto é melhor cidade do mundo já todos sabemos. Mas diga lá se estas ideias não iriam tornar a Invicta melhor ainda?

©DR

Algumas ideias são estapafúrdias q.b. mas são todas altamente tentadoras. Quem é que nunca quis comer num ambiente mágico como se estivesse no mundo do Harry Potter, ou beber um copo com o Jon Snow num bar cuja temática é a série de televisão Guerra dos Tronos, ou então visitar um museu flutuante e outro dedicado às más ideias? Estas são só algumas das ideias que também queremos ver no Porto.

12 coisas incríveis que invejamos noutras cidades

Jantar em Hogwarts

Jantar em Hogwarts

Fãs de Harry Potter, há um restaurante de massas em Nova Iorque para comemorar o vigésimo aniversário
 do feiticeiro mais famoso do mundo.

O Pasta Wiz não fica em Hogwarts, mas se fizer um esforço – não é preciso muito porque a decoração é bem realista – é capaz de conseguir imaginar uma Emma Watson a partilhar o mesmo fio de esparguete consigo. Ok, já estamos a confundir os filmes. Vamos ao que interessa: muggles do mundo real (para quem não está dentro do assunto, é forma como são tratadas as pessoas que não têm poderes mágicos),
 já não precisam de ir até ao parque temático
 de Orlando, onde existia até agora o único restaurante dedicado à obra de J.K. Rowling, para experimentar almôndegas mágicas ou sangue de dragão, o smoothie mais pedido da casa recém-aberta em Nova Iorque.

Como há preocupações e modas a respeitar, aqui servem só massa orgânica e algumas especialidades veganas. Mas além do décor, onde entra a magia neste restaurante? Nos pratos. Não vêm a voar mas podiam, já que chegam à mesa em menos de cinco minutos (mais ou menos o tempo de limpar a varinha mágica, lembrar-se das palavras que tem de dizer e abaná-la no ar). Se quisermos ser esquisitos podemos dizer que só faz falta
 a famosa Butterbeer, bebida alcoólica feita à base de manteiga, água e açúcar. Mas já ficamos felizes com hidratos e Harry Potter numa só refeição.

Descer num escorrega de ramen

Descer num escorrega de ramen

O primeiro parque temático nasceu em Tóquio, no Japão, mas ia dar-se muito bem por cá.

Ok, na verdade este parque dedicado ao ramen não tem escorrega nem montanha russa. Ainda assim, a ramenlândia (como carinhosamente lhe vamos chamar, já que escrever Shin-Yokohama Raumen Museum dá mais trabalho), em Tóquio, tem uma réplica de um mercado tradicional japonês de 1958 com nove grandes restaurantes e figurantes vestidos a rigor. Porquê 1958? Porque foi o ano em que o primeiro ramen instantâneo foi criado.

Nos restantes pisos deste parque temático há um museu interactivo e uma megaloja com tudo o que precisa para trazer o Japão para casa – dos utensílios aos ingredientes. Abriu em 1994, em Tóquio, claro, mas está a ganhar um novo fôlego agora que cada vez mais ocidentais se rendem ao caldo quente com noodles e legumes.

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Visitar um Museu Flutuante

Visitar um Museu Flutuante

Não contentes com a distribuição museológica de Chicago, quatro cérebros tiveram a ideia de construir um espaço onde a arte é ondulante.

Se as pessoas não vão à cultura, vai a cultura às pessoas. É mais ou menos esta a ideia do Floating Museum, uma plataforma que navegará pelo rio Chicago durante o Verão. Há um ano, um professor de arte, um artista, um arquitecto e um poeta tiveram a ideia de construir uma plataforma com exibições artísticas no lago do Parque Calumet. Este ano a ideia (brilhante, há que dizê-lo) ganhou asas – quer dizer, barbatanas – e chega ao rio Chicago numa versão bem maior.

As mostras de arte colaborativa do Floating Museum centram-se na história afro-americana da cidade, fazendo paragens nalguns dos pontos mais importantes de Chicago, não esquecendo os bairros mais marginais, claro. Tudo gratuito, ainda por cima. É começar a imaginar um museu Douro abaixo, Douro acima.

Comer pipocas dentro de água

Comer pipocas dentro de água

E se não tivesse de escolher entre ir ao cinema e refrescar-se na piscina? Em Sydney há um cinema onde as cadeiras foram trocadas por jacuzzis.

Nisto de juntar hobbies, os australianos andam a léguas dos portuenses mas, com alguns ajustes, esta ideia de uma noite de cinema dentro de água era capaz de ganhar muitos adeptos por cá. Em primeiro lugar, convém perceber que do outro lado do mundo está-se agora numa época mais friorenta. Assim sendo, trocávamos bem a água quente do jacuzzi por uma água bem fresquinha.

Depois é só juntar uns cocktails de autor 
– que estão mais do que na moda no Porto –, umas pipocas cheias de caramelo e imaginar que tudo isto acontece num rooftop com vista para a cidade mais bonita do mundo. 
É fazer a coisa por um preço simpático e temos uma definição justa de noite de Verão perfeita.

Por terras australianas os bilhetes para as estreias dos grandes filmes internacionais têm esgotado assim que são postos à venda.

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Beber um copo com Jon Snow

Beber um copo com Jon Snow

O “Winter is coming” chegou mais cedo aos Estados Unidos da América, onde há um bar pop up dedicado à Guerra dos Tronos.

George Martin cria um mundo imaginário de dragões e lutas sangrentas e um pouco por todo o mundo perde-se a cabeça por uma guerra entre famílias. Em Washington, nos Estados Unidos da América pode encarnar a personagem que preferir e passear pelos 280 metros quadrados de um pub temático como quem passeia por Westeros.

Entre na Fortaleza Vermelha e arrisque sentar-se no Trono de Ferro, prometa fidelidade a uma das Casas Nobres presentes ou procure rostos conhecidos na parede do templo do Deus de Muitas Faces. Melhor mesmo só sentar-se para um tête-à-tête com um dos
 dragões da Daenerys e beber um cocktail com nome sugestivo – o Dothraquiri é apenas um exemplo –, servido por um empregado vestido a rigor (com armaduras, entenda-se). Invejas à parte, uma réplica do Jon Snow é bem-vinda em qualquer altura do ano. Mesmo no pico do calor.

Mergulhar em cerveja

Mergulhar em cerveja

A cerveja não faz só bem à alma. Que o diga quem já relaxou no novo spa de cerveja de Dalvík, na Islândia.

A sensação o que um fino ao final do dia dá já pode ser sentida em mais partes do corpo. Depois de 25 minutos num jacuzzi cheio de água, lúpulo e fermento (a receita perfeita para o néctar) no Bjorbodin Spa, ainda tem direito a outros tantos minutos numa sala de relaxamento.

Ao todo existem sete jacuzzis neste espaço na aldeia de Dalvík, no Norte da Islândia, e o aviso fica feito: não precisa de beber a cerveja em que está mergulhado (até porque seria, no mínimo, estranho); há uma torneira de cerveja bem fresca em todos os jacuzzis pronta para ser usada.

E não, este não é um negócio pensado por um grupo de amigos à volta de uma mesa bem regada. Todo este processo está documentado e é sabido pelos entendidos que a cerveja faz bem à saúde e à limpeza da pele.

Se queríamos isto no Porto? Mil vezes sim. Ainda por cima somos defensores acérrimos 
da qualidade das cervejas artesanais do Norte. Pelo andar da carruagem ainda chegaríamos ao topo dos países com melhor saúde de pele, de tanto sucesso que teria.

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Cair em câmara lenta num circuito de obstáculos

Cair em câmara lenta num circuito de obstáculos

Abriu este Verão no Reino Unido o primeiro parque aquático dedicado ao programa de televisão ‘Total Wipeout’. Temos esperanças que o segundo seja no Porto.

Em Março de 2012 a BBC acabou com a alegria de muitos telespectadores assíduos do programa Total Wipeout ao anunciar que a série não seria renovada. Total Wipeout era a companhia de muitas almas que trabalhavam os abdominais enquanto se riam às gargalhadas ao ver 20 ingleses tentar atravessar um circuito de obstáculos que incluía água e lama. E sim, as quedas eram mostradas em câmara lenta e em loop.

É fácil imaginar que estes espectadores tenham visto a luz ao fundo do túnel quando foi anunciado que nos Lagos Wykeham, a um passo de Scarborough, no centro do Reino Unido, seria criado um parque aquático dedicado ao programa.

O percurso tem 40 metros, não faltando paredes de escalada, dois trampolins, cinco metros de escorregas e até um Blast Bag, de onde uma pessoa é projectada para o céu para depois cair de forma aparatosa na água. Ou seja, todas as quedas com que gozou sentado no conforto do sofá em casa podem agora ser suas. Só se safa porque não há nenhuma câmara a filmar para toda a nação ver.

Para os menos corajosos – ou mais preguiçosos, que isto de tentar equilibrar-se num insuflável molhado não é para qualquer um – há stand up paddle, caiaques e até, imagine-se, água normal, sem qualquer obstáculo, para nadar.

Bar de sestas

Bar de sestas

Longe vão os tempos em que 
nos punham de castigo por não dormirmos a sesta depois de almoço. Os anos fizeram-nos mais sábios e agora um bar de sestas seria a maior bênção do mundo.

Quem nunca sofreu de uma repentina baixa de capacidade para manter os olhos abertos pós-almoço não perceberá a urgência de um bar de sestas no Porto. Nuestros hermanos percebem esta necessidade e vivem-na diariamente. Por isso mesmo não é de estranhar que tenha nascido em Madrid, em pleno centro financeiro, o Siesta & Go, o primeiro bar de sestas da Península Ibérica. Contas feitas, uma horita de sono em privado fica por 14€ mas há opções mais em conta: por oito euros por hora pode recuperar energias num beliche de um quarto partilhado. Para os campeões do cochilo de estômago cheio há ainda a opção de sesta ao minuto, onde 60 segundos de sono custam 23 cêntimos. Com a estadia vêm incluídos tampões para os ouvidos e chinelos de quarto descartáveis.

Sabemos que já passaram as eleiçõe s
e já não vamos a tempo de incluir um bar 
de sestas nas promessas políticas de um qualquer candidato. Ainda assim, ter o nome na placa de inauguração do primeiro bar
 de sestas da cidade devia motivar qualquer pessoa a mexer-se e a tornar este sonho realidade.

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Um museu para as más ideias

Um museu para as más ideias

O sucesso do Museum of Failure, na Suécia, é por definição um ultraje para a sua espécie. Ainda bem. E temos propostas para uma versão nacional.

“Reparei que o sucesso é sempre colocado num pedestal e os fracassos são varridos para baixo do tapete”, comentou Samuel West, dono
 da colecção que originou o Museum of Failure. Ora, não é bem debaixo do tapete que tem de ir para ver falhanços como o perfume da Harley Davidson (sim, essa das motas). Só tem de rumar a Helsinborg, na Suécia.

Este pode ser o museu do falhanço 
mas, na verdade, pode ser encarado como um museu da criatividade. Quem nunca achou que estava a ter uma ideia brilhante e afinal...? Neste museu não se encontram só falhanços. Há também alavancas menos favorecidas pelos consumidores. Nós explicamos. Toda a gente sabe o que é um iPad, certo? O que muita gente não sabe
 é que antes de lançar o produto vencedor
 a Apple pôs cá fora um fracasso: o Apple Newton, uma espécie de computador de bolso.

Além da meca das desilusões criativas na Suécia, o Museum of Failure tem uma versão itinerante que gostávamos de ver no Porto. E temos sugestões de contributos locais: o sistema de pagamento de estacionamento através do telemóvel, a exterminação das ratazanas no Marquês, a francesinha vegetariana. Podia até ser instalado no antigo Centro Comercial Dallas, o clássico mamarracho da Boavista.

Descarregar a ira sem consequências

Descarregar a ira sem consequências

Quem nunca sonhou atirar com o computador ao chão que ponha o dedo no ar. Há lá comportamento mais libertador do que cinco minutos de raiva descontrolada? Foi a pensar nos cidadãos responsáveis que se criaram os Anger Rooms.

Encontrámos em Los Angeles a solução para a nossa frustração, qual luz 
ao fundo do túnel para os internautas que destilam veneno diariamente nas redes sociais como forma de libertação de stress. Os Anger Rooms, ou quartos de raiva, são precisamente aquilo que o nome sugere. Ou seja, espaços fechados onde um cidadão habitualmente pacato pode descarregar toda a raiva em escritórios, cozinhas (partir os pratos de desconhecidos é muito mais relaxante do que partir os nossos próprios pratos e depois não ter onde comer o que resta da ira) e até salas de estar. Tudo sem consequências para o desenrolar da sua vida.

Ora, usar estes quartos é bom para quem for capaz de expulsar de uma só vez toda
a raiva acumulada durante anos, mas se quiser fazer disto uma sessão de terapia recorrente é capaz de ficar pesado no bolso. É que 25 dólares só dão acesso a cinco minutos de raiva descontrolada. Se precisar de 25 minutos, a conta sobe logo para os 75 dólares. Se partir computadores e porta-retratos o deixar um mãos largas, pode levar para casa um vídeo da experiência.

Mas há mais. Isto de partir coisas pode ser ainda mais eficaz se trouxer de casa objectos que queira ver especialmente despedaçados no meio do chão: uma recordação de um relacionamento sem final feliz, uma prenda da sogra...

A questão que se impõe é: para quando
 um Anger Room no Porto? De preferência na zona do Marquês ou em plena VCI, para que condutores parados no trânsito há mais de sete minutos possam sair calmamente do seu veículo e descarregar a raiva sem que isso envolva ameaças inter-carros ou buzinadelas desnecessárias e nada eficazes.

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Uma beira-rio como a do Sena

Uma beira-rio como a do Sena

As berges parisienses ganharam nova vida em 2013 e deram ainda mais graça ao rio.

Eram dois quilómetros e meio de estradas, parques de estacionamento
e contentores. O tipo de sítio rico em monóxido de carbono e alcatrão onde não queremos estar mais de um minuto. Mas em 2013, depois de um investimento de mais de 35 milhões de euros, a margem esquerda do rio Sena tornou-se num dos sítios mais agradáveis da cidade: uma zona pedonal com esplanadas, quiosques, bancos de jardim, restaurantes, cinema ao ar livre, jogos de tabuleiro, jardins flutuantes, paredes de escalada, um skate park, parques infantis e uma praia artificial (só no Verão). Existem ainda os espaços Zzz, disponíveis para quem os quiser alugar e fazer ali festas de anos, almoçaradas ou demonstrações da Tupperware.

O projecto Les Berges de la Seine veio dar vida a uma zona incaracterística da cidade, entre a Ponte Alma e o Museu d’Orsay. Todas as actividades são gratuitas e aqueles que lamentam a perda de mais uma estrada e lugares de estacionamento podem chorar em qualquer lado, sem custos. Aqui no Porto, apesar de o Douro ser o menino dos nossos olhos, não nos fazia mal nenhum colocar uma biblioteca, um jardim e um parque de trampolins nas margens, em vez de mais restaurantes com menus para apanhar turistas.

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