Global icon-chevron-right Portugal icon-chevron-right Porto icon-chevron-right No ateliê de... Oficina Gato Bravo

No ateliê de... Oficina Gato Bravo

Na Baixa há um ateliê onde trabalham duas artistas plásticas. Sílvia Silva pinta e Filipa Torres faz cerâmica mas, de vez em quando, trocam de papéis

Oficina Gato Bravo
© DR A Oficina Gato Bravo fica na Baixa
Por Margarida Ribeiro |
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A teimosia de Sílvia Silva e de Filipa Torres foi o elemento catalisador para a existência deste ateliê. A amizade destas duas artistas plásticas vem da adolescência, quando ambas frequentavam a Escola Artística Soares dos Reis. “Sabíamos que queríamos trabalhar juntas e criar um espaço artístico de trabalho, mas que fosse também um lugar onde pudéssemos vender as nossas coisas”, conta Filipa. Vários anos e muitas tentativas depois, conseguiram, no ano passado, abrir a Oficina Gato Bravo.

O nome veio do amor que ambas têm pelos felinos e pelo livro Cages, de Dave Mckean, onde há um “gato que é quase uma personagem principal”.

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No ateliê de... Oficina Gato Bravo

Oficina Gato Bravo
© João Saramago

Pelos dois andares deste bonito ateliê na Baixa, cada uma trabalha no que mais lhe agrada. “Quando era mais nova queria ser florista, depois quis ser juíza e veterinária”, conta Sílvia, “mas um dia decidi que era pintora que seria”. Quadros, desenhos, gravuras e serigrafias são apenas algumas das coisas que hoje produz.

Já Filipa apaixonou-se pela cerâmica durante o secundário e, mais tarde, decidiu aprender a trabalhar na roda. Tigelas, taças, pratos e outros objectos “não tão utilitários”, mas muito decorativos, são algumas das peças que gosta de fazer.

Contudo, não se restringem apenas a estas duas áreas, uma vez que vão trabalhando com joalharia e têxteis. Para o Dia das Bruxas, por exemplo, criaram máscaras para crianças.

Os produtos acabados vão para a entrada do ateliê, para ficarem mais visíveis para quem passa na rua. Na oficina também se vende o trabalho de outros artistas, como as ilustrações da polaca Ola Fluda.

Pouco depois de abrirem o espaço sentiram a necessidade de o partilhar com mais pessoas. Foi então que começaram a organizar workshops. As sessões mais populares são as de cerâmica, mas também ensinam técnicas de pintura, gravura em linóleo e aguarela. Fique atento à página de Facebook.

No ateliê de... Oficina Gato Bravo

Oficina Gato Bravo
© João Saramago

Boneca

“É a nossa primeira mascote. Já existe desde a altura em que estudávamos juntas na Escola Artística Soares dos Reis. A roupa foi confeccionada pela Filipa, tirando o casaco, que é da autoria da avó dela. Quando abrimos a oficina, decidimos fazer-lhe uma máscara da Gato Bravo.”

Oficina Gato Bravo
© João Saramago

Ferramentas

Sílvia faz várias ilustrações, quadros e serigrafias. Entre os objectos que utiliza para produzir as suas peças estão um pincel e carvão. “Uso-os quase todos os dias para trabalhar. Esta outra ferramenta é para quando faço alguma coisa que depois preciso de talhar”, explica.

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Oficina Gato Bravo
© João Saramago

Livro

“Há um livro do Dave Mckean, o Cages, que é a nossa bíblia. Gostamos muito dele por ser de banda desenhada e porque ambas entrámos facilmente no mundo da fantasia.” O livro conta a história de um pintor, de um escritor e de um músico que vivem no mesmo prédio.

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Oficina Gato Bravo
© João Saramago

Taça

Filipa trabalha cerâmica e uma das peças que tem na oficina é esta taça de saquê. “Ajudou-me a perceber que mesmo quando estamos a aprender ou achamos que não está a correr bem, conseguimos fazer alguma coisa. Pensei que esta peça não ia dar em nada e acabei por gostar muito”.

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Oficina Gato Bravo
© João Saramago

Crocodilo

“Sempre gostamos de criar personagens, porque achamos que é mais fácil lidar com o dia-a-dia assim. Além disso, também somos um pouco consumidoras, por isso, vamos juntando bonecos à nossa colecção. Um dos mais recentes é o nosso crocodilo, o Jackie. Foi comprado na Vandoma.”

Oficina Gato Bravo
© João Saramago

Desenho

“Retrata o facto de que todos usamos máscaras e inventamos personagens para falar sobre nós próprios”. É assim que Sílvia explica este desenho, um dos seus favoritos. A artista plástica nunca assina os seus trabalhos com o nome próprio. “Este desenho é da fase do Leo. Faço isto porque ainda não sei o que é que a Sílvia diz.”

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