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Em primeiro lugar, ficou a proposta do gabinete Edgar Cardoso
© DREm primeiro lugar, ficou a proposta do gabinete Edgar Cardoso

Nova ponte entre o Porto e Gaia já tem três propostas finalistas

Já foram apresentados os três projectos finalistas para a nova ponte sobre o rio Douro, que servirá a nova linha de metro entre a Casa da Música e Santo Ovídio.

Escrito por
Ana Patrícia Silva
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Pela futura ponte vão circular apenas o metro, ciclistas e peões. A nova travessia sobre o rio Douro ficará entre as pontes da Arrábida e de Luís I e servirá uma nova linha de metro entre a Casa da Música e Santo Ovídio, ligando o Campo Alegre, no Porto, ao Arrábida Shopping, em Gaia. A obra da segunda linha de Gaia deverá custar 299 milhões de euros e deverá decorrer entre 2023 e 2025. A Metro do Porto recebeu 28 propostas para o concurso público de elaboração de projecto e execução da nova ponte e as três melhores já foram apresentadas – todas lideradas por gabinetes de engenharia e arquitectura portugueses.

Proposta do gabinete Edgar Cardoso, Engenharia e Laboratório de Estruturas
© DREm primeiro lugar, ficou a proposta do gabinete Edgar Cardoso

Uma solução de pórtico com efeito de arco, totalmente em betão, mas ainda assim leve e com o mínimo de apoios nas encostas, é a proposta que sai em vantagem da primeira fase, concebida pelo gabinete Edgar Cardoso, que foi também responsável pela execução da Ponte da Arrábida. Com uma forte orientação no sentido da sustentabilidade, a proposta prevê a instalação de painéis fotovoltaicos nos carris, que permitirão a iluminação da ponte, terá escadas e um elevador a servir a Rua do Bicalho e a Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto. Com um prazo de execução de 970 dias, teria um custo orçado em 50,5 milhões de euros.

Na segunda posição, uma solução em arco apresentada pelo consórcio encabeçado pela Coba Consultores
© DRNa segunda posição, uma solução em arco do consórcio encabeçado pela Coba Consultores

Na segunda posição, surge uma solução em arco apresentada pelo consórcio encabeçado pela Coba Consultores e que se prevê estar finalizada em 1001 dias. Com um orçamento de 62,8 milhões de euros, o projecto apresenta um arco de 16 metros de altura no seu ponto mais alto, sustentado por pilares metálicos, sendo os pilares nas encostas em betão.

No terceiro lugar, segue a proposta de uma ponte com solução em pórtico e pilares inclinados assimétricos, apresentada pela Betar Consultores. Orçada em 69,2 milhões de euros, tem um prazo de execução de 1004 dias.

No terceiro lugar, uma ponte com solução em pórtico apresentada pela Betar Consultores
© DRNo terceiro lugar, uma ponte com solução em pórtico apresentada pela Betar Consultores

Os três finalistas têm até 18 de Novembro para apresentar os projectos. A adjudicação deverá ser atribuída no início de Dezembro, para que a obra se erga até ao final de 2025. O concurso de execução, que será lançado entre o segundo trimestre de 2022 e o primeiro trimestre de 2023, será integral e incluirá já o da linha de metro que vai unir a Casa da Música a Santo Ovídio. Nesta segunda fase do concurso, serão consultados os três classificados e escolhida a proposta final com base nos seguintes parâmetros: qualidade de concepção (com um peso de 50%), preço (20%) e prazo de execução (30%).

O júri do concurso público internacional de concepção da nova ponte é composto por 11 elementos: o arquitecto Eduardo Souto de Moura (em representação da Câmara do Porto); Lúcia Leão Lourenço (que preside); Joana Barros, Victor Silva e Miguel Osório de Castro (representantes da Metro do Porto); Inês Lobo e Alexandre Alves Costa, (Ordem dos Arquitectos); Rui Calçada e Júlio Appleton (Ordem dos Engenheiros); Amândio Dias (Direcção Regional de Cultura do Norte) e Serafim Silva Martins (Câmara de Gaia).

Recorde-se que está prevista a construção de uma outra ponte entre o Porto e Gaia. Vai chamar-se D. António Francisco dos Santos e fará a ligação entre a zona de Campanhã, no Porto, à zona de Quebrantões, em Oliveira do Douro. Servirá para tráfego automóvel, transportes colectivos e meios suaves, prevendo-se que também esteja concluída em 2025.

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