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Destinos a menos de uma hora do Porto

Fugir ao fim-de-semana? Às vezes não é fácil. Temos destinos a menos de uma hora do Porto para sair da rotina e acabar a semana em grande

© Marco Duarte

Chegamos ao fim-de-semana e o que mais apetece é dar umas escapadas. As que sugerimos são rápidas, fáceis, baratas e cheias de surpresas, para fins-de-semana ou férias grandes. A equipa da Time Out traz-lhe uma lista de destinos até uma hora do Porto com os respectivos roteiros: onde dormir, passear, comer, beber e descansar. Neste campeonato, Portugal não o vai desiludir.

Destinos a menos de uma hora do Porto

Vila Nova de Cerveira, Moledo e Caminha

Vila Nova de Cerveira, Moledo e Caminha

Esta trilogia é conhecida por muitos e, normalmente, quem vai a um local também dá um salto aos outros. Afinal, é tudo vizinhança. Cerveira, que deve ser o ponto de partida, reúne o melhor de dois mundos: praias e cultura. Neste último departamento, há o Convento de SanPayo, o Aquamuseu do Rio Minho, o Castelo e o Miradouro de Vila Nova de Cerveira, o Cervo, várias capelas e o Forte da Atalaia. Claro que para ver isto tudo vai ser preciso descansar pelo meio e, para isso, pode escolher o Hotel Rural da Quinta da Malaposta, do século XIX, onde estão presentes características do movimento Romântico, ou o Hotel Turismo do Minho, já deste século, com um spa para recuperar as energias. E quem vai a Cerveira vai também a Moledo e Caminha.

São muitos os portuenses que vão a Moledo para fazer praia, embora o vento seja um visitante habitual. Contudo, se se desviar até à Praia da Mariana, em Afife, pode ser que não esteja tanta ventania. E já que está por lá aproveite para provar o robalo ao sal com algas do restaurante A Mariana. Outra opção é o Pra Lá Caminha, famoso pelas sandes com nomes estranhos, como “Luís Ah Leão!!!” e “Alminhas de Merda” (sim, isto come-se e é bom).

A terceira paragem é Vila Praia de Âncora, em Caminha. Depois de uns mergulhos no mar almoce no Amândio, onde é provável que se fique pelas 22 entradas servidas por lá. A meio da tarde vá ao Pincho, em Amonde, onde encontra um conjunto de lagoas e quedas de água. Quando voltar a Cerveira, termine o dia com os crepes do Luar e com os pimentos Padrón do Palma. Para um copo e um pezinho de dança depois do jantar, a Rua Direita está à sua espera.

Ponte de Lima

Ponte de Lima

Ponte de Lima já teve a oportunidade de ser promovida a cidade, mas recusou. Quis continuar a ser a vila mais antiga de Portugal, um pedaço do Minho rústico, histórico e onde a natureza ainda parece intacta. Não é por acaso que é conhecida como a capital dos jardins: não só por causa do Festival Internacional dos Jardins, mas também por outros espaços verdes seráficos, como o escultórico Parque Temático do Arnado, que parece um mundo à parte, com o Jardim Romano, o Jardim Labirinto, o Jardim Renascença, o Jardim Barroco e o horto botânico.

Outro sítio especial são as Lagoas de Bertiandos e São Pedro de Arcos, uma paisagem protegida a norte do Rio Lima com 350 hectares, espécies vegetais raras e vários bichinhos. Quanto ao alojamento, o Carmo’s Boutique Hotel e a Mercearia da Vila (antiga mercearia transformada em pousada, restaurante e mercearia típica) são duas boas hipóteses. Nos comes e bebes, vá à confiança: em Ponte de Lima não há invenções gourmet; onde quer que se vá pode comer-se bem, barato e em grandes quantidades, do sarrabulho ao polvo à lagareiro.

De resto, de 8 a 11 de Setembro há as Feiras Novas, famosas festas populares de Ponte de Lima que chamam muita gente do Porto.

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Lamego

Lamego

Há paisagens que são um calmante mais eficaz do que muitos comprimidos que andam por aí. O caso do Douro é exemplar. Para não ultrapassar uma hora de viagem, sugerimos uma visita a Lamego. Recarregar baterias é a palavra-chave: pode deitar-se e acordar com uma vista inspiradora no Douro Royal Valley Hotel & Spa um design hotel inaugurado em 2009; ou, se estiver disposto a desgraçar a conta bancária, viver que nem um rei no Six Senses Douro Valley, uma quinta do século XIX transformada num hotel com quartos e suites espalhadas por uma floresta à beira-rio.

Lá fora, no mundo real, aproveite o facto de Lamego ser o berço do espumante para visitar as Caves da Murganheira (Abadia Velha, Ucanha). Depois do vinho, a religião: vá conhecer a Sé de Lamego, uma catedral gótica, e o imponente Santuário de Nossa Senhora dos Remédios. Em Lamego também se inventou, há 50 anos, uma bola especial: o local certo para provar bolas caseiras recheadas de presunto e fiambre, vinha d’alhos, bacalhau ou frango é a Pastelaria da Sé.

Castelo de Paiva

Castelo de Paiva

Neste caso a nossa sugestão é atracar no Rio Douro Hotel & Spa, um hotel camuflado numa encosta que domina o rio Douro, junto à localidade de Raiva, e ficar lá o máximo de tempo possível. Mesmo se sofrer de bicho carpinteiro o mais provável é não querer sair de lá. Os quartos têm vista para o rio e para as colinas verdejantes do Douro; tem uma piscina exterior com horizonte em cima do rio; um spa com piscina interior, sauna, serviços de massagem e tratamentos de beleza; um ginásio e um restaurante panorâmico.

Se fizer mesmo questão de sair do hotel, aproveite para experimentar os restaurantes tradicionais O Cantinho e a Casa de São Pedro, e visitar os monumentos da Rota do Românico de Penafiel e Paredes, localidades vizinhas.

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Arouca

Arouca

Dizemos isto sem medos: Arouca é das vilas mais bonitas do país. Basta ver imagens da Serra de Montemuro, a oitava maior elevação de Portugal continental, e da Serra da Freita, com cumes que ultrapassam os 1000 metros de altitude. Na Serra da Freita estão duas coisas que qualquer pessoa tem de ver antes de morrer: a Frecha da Mizarela e as Pedras Parideiras. A primeira é uma cascata - tem 900 metros de altitude, sendo uma das maiores da Europa. Já as Pedras Parideiras, um fenómeno geológico raro, são pedras que brotam de uma rocha-mãe (há a crença de que dormir com uma destas pedras debaixo da almofada aumenta a fertilidade).

Em Arouca vale a pena visitar as aldeias históricas das redondezas – sítios como Albergaria da Serra, Cabreiros e Cando imersos na natureza em estado puro e agreste – e fazer um rali de vitela arouquesa, cabrito assado e doçaria conventual, os principais petiscos desta região. A Tasquinha da Quinta, o Décio e a Casa no Campo são alguns dos bons restaurantes de Arouca. Para descobrir o riquíssimo património geológico deve estar a tento às actividades e conselhos do Arouca Geopark e aos percursos pedestres disponibilizados no site da Quinta da Mestra, uma design house em plena aldeia onde pode e deve ficar instalado.

Guimarães

Guimarães

Começando pelos clássicos, entre no teleférico e suba até ao pulmão verde (e miradouro) da cidade, o Parque e Santuário da Penha. Para respirar História visite o Castelo de Guimarães, o Paço dos Duques de Bragança, a Muralha Medieval, a Praça de Santiago e o Largo do Toural, zona central onde gravitam várias lojas, restaurantes e bares da cidade. Exemplos: a mítica Adega dos Caquinhos, cujos rojões à minhota e restantes pratos 100% tradicionais são regados com o vernáculo da dona da casa; a Cervejaria Martins, onde, segundo os nativos, se servem os melhores finos de Guimarães; a cinquentenária Confeitaria Clarinha; a livraria Luís Pinto dos Santos, instalada numa adega de uma casa do século XVIII; e o rol de bares do centro histórico.

Nos comes e bebes, na zona dos Couros, há a tasca gourmet Manifestis Probatum, com petiscos, conservas e bons vinhos, e o Tio Júlio, com os famosos pregos e moelas servidos durante toda a noite ao fim-de-semana. Para sentir o pulsar cultural de Guimarães, visite a Plataforma das Artes; o Centro para Assuntos da Arte e Arquitectura (CAAA); o Centro Cultural Vila Flor e os seus jardins; o São Mamede; e a Cor de Tangerina, cooperativa cultural/ casa de chá/ restaurante vegetariano com jardim bucólico. Para dormir, aposte nos apartamentos amorosos Guimarães Studios Lounge, no hotel de charme Hotel da Oliveira, ou no Hotel Fundador (tem três estrelas mas o filme Lost in Translation, de Sofia Copolla, esteve para ser filmado aqui).

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Torreira e Furadouro

Torreira e Furadouro

Andar de carro minutos e minutos seguidos ao lado da Ria de Aveiro é bonito e sabe a férias. Se é daqueles que não sobrevive sem praia e fotossíntese, é um bom plano passar uns dias na Torreira e no Furadouro antes de dar um salto a Aveiro. Para pernoitar pode apostar na Pousada da Ria, que fica no istmo que une Murtosa às praias de São Jacinto, em plena ria; no Furadouro Boutique Hotel Beach & Spa ou na Cool and Sea Beach House, uma típica casa de praia, com seis quartos.

Quando o apetite abrir, o restaurante Avenida Praia, com peixe fresco, ou a pizzaria Calábria Mar, ambos na Torreira, são capazes de saciar toda a família e amigos para a tarde que se segue: uma visita (romântica ou não) às espantosas Dunas de São Jacinto – uma reserva natural feita de areais, pequenos bosques e lagoas – ou um passeio pelas praias da Torreira, de Monte Branco, de Cortegaça ou do Furadouro, com areais a perder de vista. Ao jantar vá ao Furadouro comer peixe fresco, mais exactamente ao Café Cervejaria O Tasco, que tem sempre fila à porta - que se mistura com o fumo do grelhador. Depois é hora de beber um copo no Café da Praia, no Maribar ou na Esplanada da Ria, na Torreira.

Coimbra

Coimbra

Berço de dois dos melhores cidadãos portugueses de sempre, José Afonso e Carlos Paredes, Coimbra não tem o espírito e a graça de tempos passados mas é uma cidade simpática para passar um fim-de-semana alargado. No que toca aos hotéis, pode escolher o luxuoso Quinta das Lágrimas (hotel, restaurante, spa, jardim e campo de golfe). Para uma opção mais em conta, não fica nada mal servido com o Hotel Vila Galé, que tem piscina exterior e interior e um pequeno-almoço pantagruélico.

A zona do Quebra-Costas, que liga o centro histórico à Alta de Coimbra, é ideal para passar uma tarde. Tem feiras, cafés, lojas, alguns concertos ao ar livre, sítios para ouvir fado de Coimbra (como o Fado ao Centro) e restaurantes, como o Fangas Mercearia Bar, bom para tomar um copo de vinho acompanhado de petiscos. Um dia bem passado inclui também uma visita ao Museu da Ciência da Universidade, cuja cafetaria serve brunches ao fim-de-semana; à Casa das Caldeiras, uma hamburgueria e bar com uma boa oferta de gins e DJs ao fim-de-semana; e ao Mosteiro e Convento de Santa Clara, cujas ruínas são um dos primeiros exemplares da arquitectura gótica do país. Coimbra é para ser percorrida a pé, entre as ruelas da Universidade e da Sé Velha e entre os recantos do lindíssimo Jardim das Sereias, na Sé Nova, e do Penedo da Saudade, parque e miradouro que tem vários poemas de amor inscritos em pedras. Inclua também no plano conhecer Conímbriga, estação arqueológica romana a 16 quilómetros de Coimbra.

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Braga

Braga

Depois de Guimarães, nada como dar um salto a Braga, que tem distracções mais do que suficientes para preencher um fim-de-semana. A recomendável Galeria Mário Sequeira, o Santuário do Bom Jesus do Monte, célebre exemplo do neoclássico português; o Mosteiro de Tibães, a arquitectura contemporânea da Capela Árvore da Vida, a Sé de Braga, a catedral mais antiga de Portugal, a livraria Centésima Página e o Museu Nogueira da Silva, com um belo jardim, são paragens essenciais.

Quando chegar a hora de almoço, vá conhecer as versões bracarenses de dois restaurantes do Porto: a Casa de Pasto das Carvalheiras (da Palmeira, na versão original portuense) com os seus mini-pratos criativos, e o Gull, de sushi. Mesmo de Braga, tem a jovial Casa d’Avó Micas e o Debouro, com cozinha de autor do chef Miguel Silva. E como ir a Braga e não comer frigideiras é pecado, passe pelo café Frigideiras do Cantinho.

A noite também não fica por mãos alheias: beba um copo no bar em modo miradouro Lapa Terrace, na Champanheria de Janes e no verdejante Colinatrum. Caso um dia não lhe chegue para a explorar a cidade, fique hospedado no bonito hotel Bracara Augusta, que fica numa casa com mais de 400 anos, ou na pensão mais pequena do mundo, a Portuguez Inn, instalada num edifício da época medieval.

Aveiro

Aveiro

A Costa Nova merece a primeira referência: pela praia e pelos palheiros, as casinhas pintadas com listas verticais e horizontais de cores vivas. Depois de umas horas na praia, a melhor refeição é atirar-se a uma tripa de chocolate ou a uma bolacha americana com nutella, os principais petiscos da rua principal da Costa Nova. Se quiser ficar hospedado nesta zona, os apartamentos Casa da Ria são uma boa opção. Outra actividade obrigatória é visitar as Salinas de Aveiro, onde também pode comprar sal lá para casa.

Passando para o centro da cidade, há o mercado de peixe José Estêvão na Praça do Peixe, local onde se encontram vários restaurantes onde comer peixe fresco, bares, lojas e cafés. Nesta zona fica a Hats & Records, uma loja de vinis e de chapéus vintage e contemporâneos; a mercearia portuguesa 3 Metades; e o belíssimo Museu de Arte Nova, que tem uma casa de chá muito concorrida durante a noite. No departamento de bares, aconselha-se também uma visita ao Mercado Negro. Nessa rua encontra ainda a Ilha dos Puxadoiros, espaço onde se vende sal de todos os feitios e produtos regionais, e a loja vintage Porta Verde.

Outro ex-líbris de Aveiro são os mui adorados hambúrgueres do Ramona, que devem ser antecedidos por uma visita ao Biscoito, café/ateliê/. Não convém falhar um passeio pelo canal central da Ria de Aveiro a bordo de um moliceiro (atente nas quadras pimbas inscritas nos barcos). Para ficar alojado no centro de Aveiro, aposte no Hotel Moliceiro ou no Meliá Ria Hotel & Spa, ambos de quatro estrelas. Se andar à procura de um alojamento mais novo, siga para o Histórias Por Metro Quadrado, com vista para a ria de Aveiro.

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Há vida além do Porto

Novos trilhos e ecopistas no Norte e Centro do país

Esqueça o crossfit, as dietas da moda e as terapias zen. O que faz mesmo bem ao corpo e à alma é um passeio ao ar livre. Estes são os novos trilhos e ecopistas no Norte e Centro do país para lhe deixar as os músculos no sítio e a cabeça limpa.

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Por Inês Bastos

O melhor do Gerês

Férias de Verão, escapadinhas ou um fim-de-semana. Qualquer uma das hipóteses é uma boa desculpa para fazer as malas e partir à descoberta do Gerês, um dos paraísos no Norte de Portugal. A equipa da Time Out explorou aldeias e serras, provou a gastronomia local e preencheu este artigo com boas histórias. No fim? Ficámos com muita vontade de voltar. Siga-nos o rasto.

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Por Editores da Time Out Porto
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