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Restaurante, Cozinha Japonesa, Japanese Bar - The Oitavos
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Os melhores restaurantes japoneses em Cascais

Fatias de peixe cru, rolinhos de sushi que são criações de autor, pratos quentes de fusão. Eis os melhores restaurantes japoneses em Cascais.

Escrito por
Editores da Time Out Lisboa
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Um dos primeiros restaurantes japoneses em Portugal foi precisamente em Cascais. Já lá vão umas décadas, é certo, e entre esse espaço e o boom de japoneses no país, houve um hiato temporal grande. Nos dias de hoje, felizmente a vila e arredores estão bem servidos em termos de cozinha japonesa. Dos mais tradicionais aos que servem fusão, dos que fazem algumas incursões por outras cozinhas - como a peruana ou a havaiana - aos que procuram a matéria-prima mais exclusiva, há de tudo em Cascais. Para um jantar-experiência, uma mesa cheia de amigos ou um almoço rápido, eis a nossa escolha de restaurantes de sushi em Cascais.

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Os melhores restaurantes japoneses em Cascais

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É muito difícil para um cozinheiro português conseguir entender a cozinha japonesa. A barreira começa na língua, passa pelo produto e acaba no paladar.

O paladar dos portugueses é excessivo. Queremos tudo em muito. Muito sal, muita especiaria, muito doce, muita gordura. O contrário dos japoneses. Os japoneses preferem a subtileza, o minimalismo, a elegância. Sirvam a um japonês o molho de soja com que os portugueses dão banho ao salmão e eles têm uma overdose de cloreto de sódio.

Daí que desconfie sempre quando me vendem um restaurante tradicional japonês – sobretudo se tiver grandes ambições, como é o caso deste Kappo.

A fasquia do mais badalado novo restaurante de Cascais foi colocada muito alta, desde a abertura, em Julho. O conceito é o da refeição kappo, “um estilo de cozinha tradicional japonesa de elite”, para usar as palavras com que o restaurante se apresenta. A degustação kappo não chega a ser uma degustação kaiseki, em que a exigência com produto, equilíbrio e sazonalidade é enorme – mas está lá perto.

Ao almoço, há apenas dois menus, o Omokase, em que o cliente fica nas mãos do chef; e o Danketsu, com dez momentos. O primeiro custa 75 euros, o segundo 90. Fora bebidas.

Optando pelo Omakase, sabemos que vamos comer dois snacks, dois pratos de sashimi e depois uma dezena de niguiris. No dia em que lá fui, a abertura fez-se com um rolo de toro (parte da barriga do atum) em alga nori, com caviar. Uma maravilha, com reminiscências a um prato que comi no Midori, do hotel Penha Longa, já faz uns anos.

Seguiu-se o ankino, fígado de tamboril tradicionalmente esfregado em sal e saké, temperado com molho mirin e soja, mais um toque de wasabi do verdadeiro, a raiz da planta raspada no momento (incomparavelmente fresca e exponencialmente mais cara do que a pasta de rábano e mostarda que nos servem no sushi comum).

Quanto ao sashimi, consistiu em fatias de barriga de lírio e de chu-toro (parte da barriga do atum, menos gorda do que a do toro), todas elas maturadas com rigor.

[Tenho algumas dúvidas em que se use peixe maturado no sashimi de lírio e de chu-toro, ou mesmo no sashimi em geral, como regra. Desde há uns três ou quatro anos, os chefs descobriram que a cura do peixe pode ser interessante (em sal ou salmoura, a temperatura controlada). A cura – que pode ir de meia hora a duas semanas – permite uma conservação mais segura e uma gestão mais fácil dos stocks. Vai daí, hoje é difícil comer peixe fresco, sem qualquer maturação, seja num fine dining europeu, seja num japonês de nível mais alto. Um exagero. A cura torna o peixe mais firme e pode ser indicada nalguns cortes, peixes e pratos, mas também lhes retira parte da originalidade e pureza, uniformizando textura e sabor.]

Partiu-se então para a sessão de niguiri, com o chef Tiago Penão a moldar o arroz mesmo à frente do cliente. Para quem gosta de cozinha, é obrigatório ficar ao balcão, sobretudo nesta fase. Os niguiri são o momento mais alto de uma refeição kaiseki, combinando duas das técnicas mais nobres da cozinha japonesa: o arroz e o peixe.

No caso, Tiago Penão entrega-nos diferentes variedades, da enguia à sardinha, que devemos agarrar com a mão e comer de uma vez. O arroz é cozinhado em vinagre, sem açúcares adicionados, e vem naquele ponto em que os bagos surgem nítidos, só uma cola suave a uni-los. O peixe é colocado por cima, a cobrir o arroz, sendo que a quantidade de peixe para a de arroz me pareceu desproporcional: faltou volume de arroz para equilibrar a potência dos peixes, sobretudo dos mais fortes, como a sardinha.

Nas sobremesas, há ainda trabalho a fazer, mesmo tendo gostado do purin (pudim) com pickle de ameixa japonesa. É bem verdade que nem sempre é fácil agradar à clientela portuguesa nesta matéria, bem mais doceira do que a japonesa, mas também é falso que isso seja impossível. Basta lembrar a pastelaria elegante de Kayo no saudoso Kanazawa, do chef (e seu marido) Tomo Kanazawa.

Concluindo. Tenho apreço pelo percurso de Tiago Penão. Começou por baixo, a lavar copos no Assuka, no longínquo ano de 2006, ainda os portugueses achavam que ramen era nome de banda de heavy metal. Daí para a frente, passou por outras cozinhas onde o peixe e o Japão estiveram sempre no centro, como a Cevicheria ou o Midori. É, por isso, alguém que leva a sua missão com paixão e seriedade e que quer provar que um gaijin (estrangeiro, em japonês) pode vencer, mesmo que não reproduza fielmente o manual.

Tendo em conta o preço da refeição, a este Kappo falta no entanto um ambiente mais exclusivo e intimista (talvez umas cortinas ajudem a fazer esse corte com a rua) e comida ainda mais especial e precisa. Tudo afinações atingíveis, assim Tiago Penão mantenha a paixão pela cozinha, e os seus sócios – ambos cascaenses, André Simões de Almeida e José Maria Trocado – lhe dêem condições para evoluir.

*As críticas da Time Out dizem respeito a uma ou mais visitas feitas pelos críticos da revista, de forma anónima, à data de publicação em papel. Não nos responsabilizamos nem actualizamos informações relativas a alterações de chef, carta ou espaço. Foi assim que aconteceu.

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O MOA Sushi foi uma lufada de ar fresco na oferta de cozinha japonesa em Cascais. Um sítio com boa onda, um pátio para almoçar em dias de sol, bossa nova a sair das colunas e uma ementa feita pelo sushiman surfista Nuande Pekel (Pekel para os amigos). A cozinha é japonesa de fusão, à qual se juntam outros pratos com peixe cru, exemplos dos ceviches, tacos e pokes. O que pedir? O kimuchi misto, o tártaro de salmão, o gunkan sake braseado ou avançar directamente para os combos especiais do chef, que garantem diversidade. E frescura de matéria-prima, sempre.

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O Villa Sabóia fica na rua mais bonita e badalada do Monte Estoril, a Avenida de Sabóia, numa casa transformada em restaurante. Salas e salinhas servem de espaço para instalar mesas, num projecto idealizado por um famoso actor português, Lourenço Ortigão. A carta tem duas vertentes: de um lado cozinha internacional, com risotos, pastas, mas também bacalhaus e bifes; do outro o que nos traz a este artigo, o Japão. De fusão, como seria de esperar, mas também clássicos – com hotrolls, gunkans, temakis e outros familiares.

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Se anda a navegar por este site, é provável que se depare algumas vezes com o nome Farol Hotel. É que além das camas para dormir, tem uma infinidade de razões que justificam a visita. O Sushi Design, isto é, o restaurante japonês do hotel, é mais uma delas. Peixe de qualidade, serviço (de hotel) cinco estrelas, um menu que faz algumas incursões pelo japonês de fusão, como os tacos ou os pokes, mas também vai à raiz tradicional do Japão. Uma das estrelas da companhia é o sashimi de toro (barriga de atum), coisa rara de encontrar por estas bandas. Aproveite.

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A Praia da Bafureira é um postalinho cascalense que merece ser visitado por quem anda em expedição pela Linha – aponte para a maré vaza, quando as rochas ficam à vista e o cenário se torna ainda mais idílico. Depois, de areia nos pés, suba até ao restaurante Bafureira Sushi, peça o menu e viaje até ao Japão, sem tirar os olhos do Atlântico. Há kimuchis e carpaccios, sempre a puxar à fusão, há temakis, sashimis e uns uramakis especiais da casa, como este que faz salivar só de ler: camarão em tempura, ovas de tobiko, manga e molho teriyaki.

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Situado no coração da vila, o Sushíssimo é um daqueles restaurantes de fusão nipónica que serve uma vontade partilhada por muitos: comer bem, comer muito, pagar pouco – seja no restaurante, seja nos modelos take-away ou delivery. Dos sunomonos e gyosas de entrada aos temakis e hot rolls, que sempre ajudam a abrir o apetite, há depois uma série de combos da casa, onde aparecem as criações mais originais dos sushimen. É arriscar.

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Não se trata exactamente de um restaurante de quatro paredes, mas de um balcão, instalado no hotel The Oitavos, de frente para a cozinha aberta do hotel. A seguir o melhor da tradição japonesa, preparado ao momento em frente ao cliente, é um daqueles espaços-experiência, que vale a pena conhecer. A melhor forma de o fazer é no menu omakase, isto é, ‘fiquei nas mãos do chef’ – um hábito japonês que nunca desilude.

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Olivier da Costa é um nome conhecido em Lisboa, pelo império de restaurantes que foi construindo nos últimos 20 anos. A sua aventura por terras nipónicas levou à criação do Yakuza, primeiro em Lisboa, e mais tarde em Cascais, dentro do Sheraton Cascais Resort, no paraíso que é a Quinta da Marinha. De decoração oriental e luxuosa, com um balcão onde trabalham vários sushimen e várias mesas no jardim, a carta é um sem fim de invenções de qualidade, como taco de peixe e guacamole (o Sakana), o sashimi regado a diferentes molhos (prove o de ponzu trufado) ou o gunkan de kobe, com wagyu, foie gras, cebola confitada e teriyaki. Às quartas ao jantar há live-cooking, com reserva antecipada (até às 17.00).

Outras sugestões

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A frescura do produto é o que mais importa na hora de comer peixe. Mas a arte de o trabalhar, de forma a não danificar a matéria-prima, também é essencial para os verdadeiros apreciadores. Finalmente, um bom serviço também ajuda a que a refeição saiba ainda melhor. Cascais, terra de homens do mar, reúne estas três condições em diversos restaurantes. Vila onde o peixe é rei e senhor, com espécies pescadas ali mesmo ao largo, exemplo dos linguados, corvinas, polvos ou sargos, sem esquecer o marisco, importante é mesmo saber onde comer bom peixe em Cascais. Damos-lhe sete boas opções – uma para cada dia da semana, quem sabe.

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O que encontra nesta completa lista com as melhores esplanadas de Cascais pode ser agrupado em diferentes departamentos. Onde comer bem a ver o mar? Onde atacar uma sanduíche com os pés quase na areia da praia? Pizzas ao ar livre? Ou procura antes uma esplanada secreta? E se quiser um restaurante com esplanada para levar as crianças? A selecção é criteriosa, numa aventura que toca várias gastronomias, como a italiana, a japonesa e até a belga (por esta não devia estar à espera!), sem esquecer, claro, aquele trio imbatível que põe muito boa gente a caminho da vila: o peixe, o mar e o ar livre.

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No final dos anos 80 abriram os primeiros restaurantes italianos em Cascais. Sítios com ementas clássicas, a respeitar o receituário que Itália tinha feito viajar até outros países da Europa, com pizzas de massa fina, massas simples e os irresistíveis bifes cozinhados em molhos italianos. Mais tarde chegaram as variações: as pizzas napolitanas, com as massas de bordas grossas, cozinhadas em fornos de lenha que atingem altas temperaturas, e depois as massas frescas caseiras, uma das maiores paixões de quem é fanático pela cozinha do país em forma de bota. Saiba onde comer os melhores pratos italianos em Cascais.

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