Na nossa memória, o que persiste, o que se omite e o que se apaga? A investigação de Maria Múrias Corrêa parte de vestígios pessoais, arquivos da Polícia Judiciária e mecanismos de memória para nos fazer pensar sobre ela, através do confronto com as instalações da artista. “Neste trabalho, interesso-me pela tensão entre preservação e perda, entendendo o gesto de guardar como simultaneamente um acto de cuidado e de inevitável transformação. Através da apropriação e recontextualização de materiais de arquivo, incluindo, por
exemplo, arquivos da Polícia Judiciária, procuro reflectir sobre aquilo que é preservado institucionalmente, aquilo que é omitido e a forma como os sistemas de registo moldam a memória colectiva", explica a autora. Nos dias 22, 23 e 24 de Outubro, quinta (19.00), sexta (19.00) e sábado (17.00), há também conversas sobre o tema. Fazem-nas a advogada dedicada aos direitos humanos Leonor Caldeira com a jornalista Margarida David Cardoso (Fumaça), no primeiro dia; a artista e psicólogia Maria Múrias Corrêa e Miguel Sayad, psicanalista e criador do EV_Largo, na sexta-feira; e a poeta e ex-conservadora do Museu da Polícia Judiciária, Leonor Sá, com a realizadora Susana de Sousa Dias, no sábado.

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