A crise da habitação em Lisboa (Gonçalo Fonseca), animais imaginários em cenários improváveis (Joan Fontcuberta), planos reprodutivos na Alemanha nazi (Marc Schroeder), as mitologias da região ucraniana de Poltava (Viktoria Sorochinski), feridas e imagens idílicas do Líbano (Ian Cheibub), a luta pela igualdade de género por uma influente poeta (Rocío Bueno), o branco na fotografia (José Luís Neto), ficções futuristas (Chloé Azzopardi) ou o questionamento da autoridade do arquivo colonial (Délio Jasse). A lista de temas é extensa e poderia continuar, abarcando a amplitude a que já nos habituou o festival de fotografia Imago. Os lugares do evento são, também eles, uma manta diversa, da Livraria Sá da Costa à loja da Leica, passando pelo Museu Nacional de Arte Contemporânea do Chiado ou pela Sociedade Nacional das Belas Artes (sem nunca esquecer, claro, a própria Galeria IMAGO). O festival integra a rede europeia do Mês Europeu da Fotografia, centrando-se na promoção de artistas contemporâneos e no diálogo entre criadores, especialistas e público. Além das exposições, o programa inclui debates e oficinas, tudo sobre o mote "Repensar a Fotografia: Ecologias da Imagem", para uma reflexão crítica sobre os impactos das novas tecnologias na fotografia artística. A agenda completa pode ser consultada aqui.

Imago Lisboa – Photo Festival
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