Mário Cesariny de Cor e Salteado

Arte, Suporte misto Gratuito
Mário Cesariny de Cor e Salteado
©Mário Cesariny

Se o poeta ocultoou em vida o artista plástico, a exposição que assinala os dez anos da morte de Mário Cesariny quer acabar com essa sombra. “Mário Cesariny – de Cor e Salteado” está no CCB e mostra a colecção da Fundação Cupertino de Miranda. “Queremos ter uma visão geral começando pelo universo dos desenhos, passando pela pintura, colagens e objectos”, explica António Gonçalves, director artístico desta fundação de Famalicão.

Ao entrar na pequena exposição o objecto que salta à vista tem pernas, cada uma com uns dois palmos de altura, encimadas por um feiticeiro com cores circenses que estiliza toda a composição. O artista não deu nome à peça, mas quem a conhece chama-lhe Andarilho, conta Gonçalves – “é uma valorização dos objectos quotidianos. São um registo da memória [do que já foram] e evoluem para um objecto artístico que levanta novas hipóteses”, explica.

Na parede mesmo ao lado o artista experimenta a sua intervenção no acaso, ao pintar papel com tinta da china, deixar secar parcialmente e mergulhar a pintura em água. A tinta que ainda estava por fixar dispersa-se “num gesto de expansão que surpreende o próprio artista”. É um Aquamoto e, embora não tenha sido inventado por ele, Cesariny reanimou esta técnica. Como fez com quase tudo.

Descubra todo o programa do ano de homenagem a Mário Cesariny aqui

Por Catarina Moura

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