A exposição da Lumina centra-se num longo período de trabalho de Luísa Ferreira. Entre 1991 e 2025, a autora manipulou diversas polaroids durante o próprio processo de revelação, momento em que ainda é possível "deslocar cores, dissolver contornos e alterar a imagem original". Cada fotografia torna-se, assim, testemunha de uma experimentação plástica que a aproxima mais do gesto da pintura. A par do seu trabalho como fotojornalista e fotógrafa documental, Luísa Ferreira desde cedo começou a explorar as possibilidades expressivas da manipulação de polaroids, um processo que ficou associado ao seu nome desde 1993, depois de uma exposição em que apresentou 110 polaroids intervencionadas e ampliadas distribuídas por 33 contentores marítimos no Jardim do Tabaco, em Lisboa. A par do seu trabalho, no espaço Le Mur, da mesma galeria, tem uma instalação de Paulo Robalo, intitulada "Le Mur des Mémoires".

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