1. O dourado é a mais aspiracional das cores, tanto na arte como na moda


Historicamente, o dourado surge associado à divindade, à espiritualidade e ao poder. Foi usado no Egipto Antigo, em tradições da América Latina e assume um papel central na Igreja Católica para dignificar figuras. Mais do que uma cor, funciona como um símbolo de elevação, seja no plano religioso, artístico ou social.
Na moda, o fio de ouro tornou-se uma forma de exaltar peças e estatutos. Um dos exemplos mais marcantes apresentados na exposição é Magnificent Gold, de Guo Pei – uma criação imponente.
A mostra começa precisamente com esse diálogo. De um lado, a máscara egípcia da Coleção Gulbenkian; do outro, a peça de Guo Pei. Separadas por séculos, mas unidas pelo uso do dourado, estas duas obras mostram como a mesma linguagem visual atravessa o tempo, mantendo intacto o seu poder simbólico.












