A tecnologia pode esperar

Com esta nova campanha, o MEO propõe que olhemos para a tecnologia como aquilo que ela é: uma ferramenta e não o centro das nossas vidas.
MEO
D.R.
Time Out em associação com MEO
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Num tempo em que estamos sempre ligados – emails , notificações, mensagens, chamadas, vídeos – parar tornou-se quase um manifesto. É a partir daí que se desenvolve uma nova campanha do MEO , lançada no mês passado e que propõe uma ideia aparentemente simples, mas difícil nos dias que correm: a vida é melhor quando estamos presentes. 

Mais do que uma campanha, trata-se de um reposicionamento da marca, que assume agora um propósito muito claro: humanizar a tecnologia e colocar-la ao serviço das relações humanas. Como explica Luiza Galindo, Diretora de Marca e Comunicação do MEO , "a tecnologia só faz sentido quando melhora a vida das pessoas e não quando as afasta do essencial. Esta evolução de posicionamento assume um propósito genuinamente humano: registra que a vida acontece quando estamos presentes."

Histórias reais e uma estética crua

O que distingue esta campanha é a forma como foi construída. Aqui não há guiões, encenações ou grandes produções. As peças partem de momentos reais, captadas através dos próprios telemóveis dos protagonistas. Falamos de conversas, áudios, pequenos fragmentos de vida que ganham significado precisamente pela sua importância. Bem alcançado, o resultado é uma estética crua, emocional e bastante próxima dos destinatários. Vídeos e fotografias sem retoques ou filtros, alguns deles até mal enquadrados como em muitas casas, que nos fazem merecer algo de familiar: um pai que liga no momento certo, uma mensagem que chega quando mais faz falta, uma imagem que vale mais do que mil notificações e emojis .

A tecnologia no lugar dela

Num contexto de hiperconexão constante, em que o tempo online se funde com tempo real, o MEO junta-se a uma tendência global crescente: a do digital well-being ou slow tech. A ideia não é rejeitar a tecnologia, mas usá-la com intenção, devolvendo espaço ao que realmente importa. Resumindo, é estar de facto com os outros, sem um ecrã pelo meio.

Por outras palavras, o objectivo é que a tecnologia assuma um papel quase invisível, ou seja, está lá, mas em segundo plano, servindo como facilitadora de encontros, conversas e ligações, mas nunca como substituta. É essa inversão que a campanha sublinha: o digital deve aproximar, não afastar.

Para reforçar esta ligação ao público, a campanha conta com a participação de nomes como Carolina Deslandes, Guilherme Geirinhas, Sofia Arruda e Tomás Taborda, que ajudam a dar voz, rosto e graça a esta reflexão. 

Responsabilidade digital em acção

Este novo posicionamento não surge isolado. Insere-se numa iniciativa mais alargada do MEO na área da responsabilidade digital, desenvolvido em parceria com a Fundação MEO e a associação Mirabilis. O objectivo é promover uma relação mais equilibrada com a tecnologia, especialmente num momento em que os seus impactos no dia-a-dia são cada vez mais conhecidos.

Para quem quiser testar os seus próprios hábitos digitais, a marca lançou também um quiz online, disponível no site do MEO, que convida a uma reflexão prática sobre o tempo que passamos ligados – e desligados.

No meio de tantas campanhas que prometem inovação, velocidade e estar ligado 24 horas por dia, esta destaca-se exactamente pelo contrário: tirar a tecnologia do centro e devolvê-la ao seu lugar. Tratá-la como ferramenta, não como protagonista. E talvez seja isso que a torna marcante. 

Há quanto tempo não combina um programa com quem mais gosta?

Na mídia, quantos “temos de ir jantar”, “vamos combinar”, ou “era giro irmos” não saem do seu Whatsapp?. Agora, neste mês, além dos feriados, não faltam eventos que possam servir de excelente pretexto para tirar todos esses que pretendem de um plano hipotético e passar à ação. Seja num convite para jantar fora seguido de um concerto, seja num lanche que termina com uma exposição, seja numa escapadinha fim-de-semana.. “A vida é melhor quando estamos presentes”, já deve ter ouvido por aí, seja na rádio ou na televisão. E quem melhor para lhe dizer onde e quando estar presente? Um tempo limite, claro. Agora aqui tem tudo o que precisa para ser feliz este mês – bons conselhos e bons programas.

1 de Abril 

Hans Zimmer — The Next Level 

Logo no primeiro dia do mês, Hans Zimmer chega à MEO Arena, em Lisboa, e traz consigo Hans Zimmer Live – The Next Level. Com um espectáculo completamente novo, The Next Level terá "paisagens sonoras electrónicas inovadoras e uma produção de luzes espetacular", garante o compositor alemão que promete superar os seus concertos anteriores.

MEO Arena. 21.00. 60€–300€. 

2 a 4 de Abril 

Allianz Figueira Pro
A Liga MEO Surf, primeira divisão do surf português desenvolvida pela Associação Nacional de Surfistas, entidade organizadora do circuito nacional desta modalidade, apresentou recentemente o seu calendário para a temporada de 2026, com início já este mês, na Praia do Cabedelo, na Figueira da Foz. Naquela que é a 16ª edição da Liga MEO Surf, o regresso das estrelas nacionais às praias portuguesas acontece com Francisco Ordonhas e Teresa Bonvalot a defenderem os títulos nacionais de 2025.

 

5 de Abril  

Tame Impala — Spring 2026 Tour 

Os Tame Impala vão actuar em Portugal pela primeira vez em nome próprio, com concertos a 4 de Abril no Porto (Super Bock Arena) e a 5 de Abril em Lisboa (MEO Arena). A digressão Spring 2026 Tour apresenta o novo álbum, Deadbeat, inspirado na cultura bush doof e na cena rave da Austrália Ocidental.

MEO Arena. 19.30. 52€–86€.

 

8 e 9 de Abril

Rosalía — Lux Tour 

A maior digressão de Rosalía, a LUX Tour 2026, vai passar por Lisboa. Este regresso ao palco português servirá para apresentar o seu quarto álbum de estúdio, Lux, um trabalho conceptual e orquestral que marca uma nova etapa na carreira da artista catalã. Gravado com a London Symphony Orchestra e com colaborações de Björk ou Carminho, o disco expande os horizontes da pop, combinando música clássica, electrónica e referências simbólicas de temática religiosa.

MEO Arena. 20.30. 50€–425€.

 

9 a 19 de Abril

Mostra do Cinema Italiano

A 19.ª Festa do Cinema Italiano regressa a Lisboa de 9 a 19 de Abril, com sessões no Cinema São Jorge, na Cinemateca Portuguesa e noutros espaços da cidade, passando depois e até Junho por outras localidades do país. A programação reúne antestreias, novos talentos e encontros com realizadores, celebrando a vitalidade do cinema italiano contemporâneo e clássico. Esta edição presta ainda homenagem a Claudia Cardinale através de uma retrospectiva dedicada à actriz, em colaboração com a Cinemateca Portuguesa – Museu do Cinema.

Vários locais. Entre 4€ e 5€. 

 

15 de Abril a 15 de Junho

Lascaux 2.0

Leonel Moura é um pioneiro no desenvolvimento de sistemas artísticos autónomos, trabalhando desde o início dos anos 2000 com algoritmos generativos, robótica e inteligência artificial. Na exposição que apresenta agora, intitulada “Lascaux 2.0”, reúne um conjunto de obras que exploram a criação artística como processo autónomo, resultado da interação entre algoritmos, robótica e sistemas de decisão não humanos. Ao longo do percurso expositivo, a arte é apresentada não como representação ou expressão subjectiva, mas como comportamento emergente, produzido por sistemas capazes de agir, gerar formas e deixar marcas no espaço.

Espaço Fundação MEO, no Fórum Picoas. Seg-Sex, 10.00-16.00. Entrada livre.

 

18 de Abril a 21 de Junho

Arte e Moda na Coleção Gulbenkian

Trata-se de uma das exposições mais ambiciosas que a Gulbenkian abre em 2026. A mostra coloca em diálogo cerca de 100 obras da colecção do museu com aproximadamente 140 peças de vestuário de alta-costura — Dior, Balenciaga, Yves Saint-Laurent, Versace, Vivienne Westwood, Alexander McQueen, assim como criadores portugueses como Alves/Gonçalves e Nuno Gama. Nota importante: o Museu Gulbenkian esteve encerrado para obras desde Março de 2025 e esta abertura marca o seu regresso.

 

19 de Abril

NE-YO 

Já com inúmeros êxitos no seu currículo, Ne-Yo estreia-se, finalmente, em nome próprio em solo nacional. Após passagens pelo Rock in Rio Lisboa em 2024, mas também por festivais como o MEO Sudoeste, o norte-americano, três vezes vencedor de um Grammy e responsável por mais de 23 mil milhões de streams, regressa agora com um espectáculo completo integrado numa digressão mundial para celebrar os 20 anos de carreira.

MEO Arena. 21.00. 35€–85€.

 

24 a 25 de Abril

ANS Porto Pro

Não, não é engano. Este mês começa com surf e acaba com surf. Depois da Figueira da Foz, os melhores surfistas nacionais vão disputar a segunda etapa da Liga MEO Surf na Praia de Leça da Palmeira. Arranje um tempinho na agenda e considere esta prova ou a anterior, no início do mês, como um bom pretexto para ir passar um fim-de-semana fora e ainda apanhar umas ondas ou, pelo menos, tentar. Garantimos que não se vai arrepender.

 

25 de Abril 

Pablo Alborán — Global Tour Km0 

O espanhol Pablo Alborán é um dos artistas pop em língua espanhola com maior base de fãs em Portugal, apresentando uma carreira assente em baladas e pop melódica que ressoa muito além da Península Ibérica. O Global Tour Km0 exibe o seu trabalho mais recente, e este será um concerto para quem gosta de espetáculos emocionais. Bom programa para ir em casal.

MEO Arena. 21.30. 26€–97€. 

 

25 de Abril

Festas de Abril

Este ano, nas comemorações do 25 de Abril de 2026 em Lisboa, a cidade celebra não só a Revolução dos Cravos mas também o 50.º aniversário da aprovação da Constituição da República. As festividades oficiais, conhecidas como as Festas de Abril, espalham-se como é costume por toda a cidade com concertos, exposições e o tradicional desfile popular. O Museu do Aljube também oferece entrada gratuita neste dia. Um bom dia para passar na rua.

 

29 de Abril

Reflexos, Enclaves e Desvios — José Pedro Croft

O CCB abre a 29 de Abril uma retrospectiva do escultor português José Pedro Croft, uma das figuras mais importantes da arte contemporânea em Portugal. A exposição percorre esculturas, gravuras e desenhos em diálogo com o espaço monumental do CCB, exibindo o trabalho do artista que joga com reflexos, transparências e a ilusão de profundidade de uma forma que se torna difícil distinguir onde acaba a obra e começa o espaço.

CCB. Até 10€.

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