Uma casa que sabe receber


O destino era a Casa das Alcachofras, uma das três Casas da Horta. E a primeira impressão foi a de entrar numa casa de família, daquelas onde não é preciso andar a perguntar onde estão as coisas ou ter medo de se instalar demasiado à vontade. À chegada, esperavam-nos legumes acabados de colher da horta, um cesto com pão alentejano e outro com cenouras. Estas últimas tinham uma missão especial, que ficaria para o dia seguinte. Havia ainda um guia pormenorizado com tudo o que podíamos fazer na herdade, os caminhos a explorar e os animais que iríamos encontrar. Percebemos rapidamente que a atenção aos detalhes não se limitava à decoração. Com 100 metros quadrados, duas suites, sala com sofá-cama, cozinha equipada, lareira e piscina privada, a Casa das Alcachofras recebe até seis pessoas. A decoração é simples e acolhedora, com mantas, jogos e tudo o que é preciso para passar uns dias sem grandes preocupações.
E se o grupo for maior? Há outras duas opções. Mesmo ao lado fica a Casa das Beterrabas, também com capacidade para seis pessoas e piscina privada, mas com protecção à volta da água. Já a Casa-Mãe, a mais recente das três, tem 326 metros quadrados, três suites, dois quartos e espaço para receber até 12 pessoas. Todas têm zonas exteriores para refeições e admitem animais de estimação mediante pedido.
Por trás do projecto estão Maria e Bernardo, que decidiram abrir a sua casa de família a quem quisesse conhecer este pedaço de Alentejo. A disponibilidade dos anfitriões nota-se desde o primeiro momento. Há espaço para pedir ajuda e, sobretudo, para estar à vontade.
Na primeira noite não fizemos muito mais do que isso. Instalámo-nos, ficámos à conversa na sala e fomos dormir. A casa convidava ao convívio, mas o quarto chamava por nós.















