

Estamos no número 3A da Rua Moura Girão. Foi aqui, onde antes era “o café da Andreia”, que Rita Bourbon e o namorado, Rafael Matos, encontraram um lugar para cuidar e ser cuidados, para estar e para receber. Manteve-se a esplanada lá fora e metade do balcão cá dentro, e remodelou-se tudo o resto. Chamaram-lhe Casulo. O nome vem da “ideia de acolhimento/recolhimento” e contrasta de propósito com a identidade visual muito colorida, que inclui diferentes pessoas-borboleta. Porque ser um espaço seguro também é ir à luta, explicam-nos. Por exemplo, pelos direitos da comunidade LGBTQIA+ e pela libertação da Palestina. A declaração de interesses estende-se ao resto do menu de cafetaria (0,90€-5,50€), onde predominam produtos de marcas portuguesas, como a portuense Aquela Kombucha, e de pequenos negócios locais, como a Florescente (pão), a Cafélia (café), a Matuta (pão de queijo) e o restaurante Rasoi (chamuças). Quanto à programação, constrói-se para, com e em comunidade (muitas das actividades funcionam por donativo, com a receita a reverter para quem dinamiza).


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