Dos bilhetes aos saldos, há cliques em que convém pensar duas vezes

Um concerto no fim-de-semana, uma mesa naquele restaurante ou um achado na nossa loja preferida. Hoje resolve-se quase tudo pelo telemóvel. O importante é saber onde clicar.
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D.R. | MEO
Time Out em associação com MEO
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Na Time Out, damos-lhe lojas para descobrir, restaurantes para experimentar e concertos para apontar na agenda. Mas antes de sair de casa há, muitas vezes, um passo pelo meio: abrir um site, reservar uma mesa, comprar um bilhete ou partilhar o plano no grupo. E se a Internet tornou tudo mais prático, também trouxe alguns desafios: burlas, perfis falsos e pedidos de dados suspeitos. É para ajudar a reconhecer estes sinais que a Fundação MEO promove o Comunicar em Segurança, em parceria com a GNR, a PSP e o Centro Internet Segura. O objectivo é aproveitar o melhor da Internet sem desligar o sentido crítico.

Eis alguns cuidados que deve ter enquanto passeia pelo mundo digital.

A promoção é boa. Mas a loja é verdadeira?

Aquela peça que ficou na lista de desejos apareceu finalmente a metade do preço? Antes de avançar para o pagamento, espreite com atenção o endereço do site e a origem do anúncio. Uma página parecida com a de uma loja conhecida não significa que seja a mesma. A Fundação MEO recomenda confirmar os endereços e desconfiar de links enviados por remetentes desconhecidos. Mais vale prevenir do que ter um trabalhão a remediar - e o desconto pode esperar.

Um bilhete merece uma verificação extra

O mesmo vale para espectáculos, festivais e outros planos que se compram online. Se receber uma ligação inesperada para garantir um lugar, confirme primeiro onde está a comprar. Procure os canais oficiais do evento e verifique o endereço antes de introduzir dados. Confie em nós, dá menos trabalho do que resolver uma burla depois.

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“É urgente!”... Talvez não seja

Chega uma SMS em nome do banco, um email que parece dos correios para levantar uma encomenda que está à espera ou uma chamada a pedir a confirmação de dados. É aqui que entra o phishing: alguém se faz passar por uma entidade de confiança para obter palavras-passe, códigos ou informação bancária. Há também o spoofing, que falsifica contactos, números ou endereços para parecer legítimo. Perante um pedido inesperado, não clique nem responda logo. Contacte a entidade pelos canais oficiais e confirme.

Nas redes sociais, nem tudo é o que parece

O perfil tem fotografia, publicações e até amigos em comum. Ainda assim, convém ter atenção a pedidos invulgares e contactos inesperados. Proteja os seus perfis com palavras-passe fortes e autenticação em dois passos. E evite publicar dados pessoais ou a localização em tempo real. Partilhar o jantar, o concerto ou uma descoberta na cidade é uma coisa; oferecer informação privada a desconhecidos é outra.

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Se a notícia parece incrível, confirme

Uma novidade sobre aquele restaurante, uma suposta oferta de bilhetes, uma notícia que toda a gente está a reenviar: antes de passar a mensagem ao grupo, veja quem a publicou, a data e a fonte. A desinformação é um perigo cada vez maior e confirmar fontes também deve fazer parte do plano.

Isto é tudo muito útil, mas como é que explico aos meus avós?

Sabemos que pode ser complicado explicar às gerações que não cresceram com a Internet que há cuidados a ter. E, porque não há uma idade certa para começar nem uma altura em que deixamos de precisar de aprender, o Comunicar em Segurança tem sessões gratuitas presenciais e online, adaptadas a todas as idades. Todas as idades? Sim, desde as crianças e jovens aos adultos e seniores. Estas sessões abordam temas como burlas, protecção de dados, redes sociais, desinformação e cyberbullying, com exemplos do quotidiano. Têm uma duração aproximada de uma hora.

As escolas e instituições seniores podem pedir sessões presenciais, e quem quiser participar por iniciativa própria pode inscrever-se nas sessões online disponíveis. O programa procura chegar a todo o país, incluindo Açores e Madeira.

A Internet deve ajudar a encontrar bons planos, não criar problemas novos. E não é preciso deixar de comprar, reservar ou partilhar. Basta que o faça com segurança.

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