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Crítica
No Torel Palace Lisboa, um hotel de charme instalado em dois palacetes, encontra o melhor dos dois mundos: o ritmo acelerado que se espera de uma capital e a paz e sossego só conseguidos em ambiente rural. Lisboa não é o campo, é certo, mas ainda conserva alguns recantos onde impera o silêncio. A decoração rococó com dourados e floridos – se Maria Antonieta tivesse escolhido Lisboa como destino de férias, era quase certo que ficava aqui alojada –, é só um dos elementos diferenciadores deste hotel que, sem espinhas, é o justíssimo vencedor do campeonato das panorâmicas mais instagramáveis da cidade: é o único a estender-se colina abaixo e a oferecer, a partir do jardim e da piscina, uma vista imbatível que encontra logo à frente o Miradouro de São Pedro de Alcântara, com o Tejo e a Baixa Pombalina à esquerda. O facto de estar isolado, bem escondido entre o Jardim do Torel e o Elevador do Lavra, não o torna menos concorrido, o que, tendo em conta o reduzido espaço exterior, pode significar algumas inquietações na hora de conseguir uma espreguiçadeira vazia no terraço. No entanto, os fins de tarde de copo na mão estão sempre assegurados, já que é por altura do pôr do sol que a varanda sobre Lisboa se transfigura para dar lugar a um dos bares ao ar livre mais exclusivos de Lisboa – lamentamos, ainda assim, que o acesso à piscina esteja vedado ao público. Já para reconfortar o estômago é no Cave 23, onde o chef Henrique Cachola Antunes assume o comando.
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