1. FLORESTA: Uma Experiência de Raiz
    Ciência Viva | FLORESTA: Uma Experiência de Raiz, no Pavilhão do Conhecimento
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FLORESTA: Uma Experiência de Raiz

Com 24 módulos interactivos, a nova exposição do Pavilhão do Conhecimento convida a tocar, explorar e salvar a floresta.
  • Miúdos
  • Pavilhão do Conhecimento, Parque das Nações
Raquel Dias da Silva
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A Time Out diz

Co-produzida com o Heureka Science Centre da Finlândia e o comissariado científico do professor Carlos Fonseca, a exposição “FLORESTA: Uma Experiência de Raiz” está patente até Setembro de 2027 no Pavilhão do Conhecimento – Centro Ciência Viva. Através de 24 módulos interactivos, concebidos para toda a família, a iniciativa convida os visitantes a explorar a biodiversidade do ecossistema florestal português, os serviços ambientais que nos presta e as ameaças que enfrenta, marcando o arranque de um ano de programação contínua que incluirá debates participativos, acções de formação para professores, visitas guiadas por especialistas e actividades dirigidas a escolas e famílias.

O que é?

Originalmente produzida pelo Hereka Science Centre da Finlândia, a “FLORESTA: Uma Experiência de Raiz” convida-nos a explorar a diversidade das florestas portuguesas, o seu valor, os desafios que enfrentam e o futuro que podemos ajudar a construir. “Nós visitámos a exposição original e sentimos logo o impacto visual: é uma exposição muito quente e que apela muito às sensações. É muito táctil, muito interessante nesse aspecto, e também nos pareceu que seria uma oportunidade para falar das florestas portuguesas, numa perspectiva de valorização, do seu património natural, em termos de biodiversidade, mas também enquanto local de trabalho das mais variadas profissões”, conta-nos João Alpedrinha, do Departamento Expositivo, que acompanha o desenvolvimento e produção das exposições do Pavilhão do Conhecimento.

A ideia, diz-nos Alpedrinha, é que os visitantes percebam como uma floresta é um ecossistema rico em fauna e flora. Razão porque somos desafiados, por exemplo, a ver e ouvir os sons das florestas, desde o vento nas copas até o coro dos seus habitantes. O destaque, no entanto, vai para o que chama de “Floresta High-Tech”, um módulo que nos mostra que utilizações podem ter as matérias-primas da floresta. “Queríamos, juntamente com vários parceiros, apresentar exemplos de produtos de ponta, produtos que são desenvolvidos a partir de materiais da floresta”, esclarece, referindo desde a cortiça utilizada no revestimento de foguetões espaciais às resinas naturais usadas no vestuário. “Há muita inovação a ser produzida e utilizada nas mais diferentes indústrias. Mas daqui a uns anos podemos fazer a mesma mesa com outros objectos.”

É interactiva?

Sim, quase todos os módulos da exposição têm uma componente interactiva. Dividida em quatro áreas – A Floresta Portuguesa, O Valor da Floresta, Os Desafios da Floresta e A Floresta do Amanhã –, a “FLORESTA: Uma Experiência de Raiz” cruza informação escrita e audiovisual com experiências sensoriais, que desafiam os visitantes a usar todos os seus sentidos, desde o olfacto ao tacto.

Por exemplo, um dos módulos convida-nos a cheirar árvores e plantas como o Eucalipto (Eucalyptus globulus) e o rosmaninho (Lavandula stoechas), mas também “o solo da floresta e cogumelos”. Outro convida-nos a ouvir o tronco de uma árvore contar a história da floresta de 1937 a 2026. Um outro desafia-nos a tocar em madeira queimada, para que possamos reflectir também sobre o impacto de incêndios como o de Pedrógão Grande, em 2017 – há inclusive um ramo em exposição, que está ligado à origem desse incêncio em particular e no qual também podemos tocar.

“Quando desenvolvemos esta exposição, sentimos que, muitas vezes, na nossa sociedade, a visão que temos da nossa floresta é muito marcada pelos incêndios – e, este ano, até pelas tempestades, como a Kristin –, e queríamos, no fundo, trazer a floresta para primeiro plano, valorizando-a e a tudo aquilo que nos dá”, remata Alpedrinha. “A nossa ambição é que as pessoas saiam a pensar ‘ok, visitámos a floresta no Pavilhão, mas agora queremos mesmo ir visitar a floresta’. Nós aqui em Lisboa vivemos num ambiente muito urbano e muito afastado dessa convivência.”

Onde e quando?

Está patente até Setembro de 2027, de terça a sexta-feira, das 10.00 às 18.00, e fins-de-semana, das 10.00 às 19.00, no Pavilhão do Conhecimento, no Largo Mariano Gago, no Parque das Nações. O bilhete de entrada – que dá acesso a todos os espaços expositivos e a algumas actividades científicas – custa entre 10€ (dos três e os 17 anos) e 15€ (maiores de 18 anos), mas existem descontos e preços especiais para séniores (11€) e famílias (35€, dois adultos e filhos até aos 17 anos).

Há agenda paralela?

Há, pois. Oficinas, conversas, cafés de ciência, encontros, entre tantas outras actividades. A ideia é que os participantes possam conhecer a floresta portuguesa a partir de diferentes perspectivas, dentro e fora do Pavilhão. A agenda completa está disponível para consulta online.

Detalhes

Endereço
Pavilhão do Conhecimento
Largo José Mariano Gago
Parque das Nações
Lisbos
1900-223
Transporte
Metro Oriente. Bus 400 e 728.
Preço
10€-35€

Datas e horários

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