Luís Severo

Música
Luis severo
©Francisco Severo

Luís Severo tem a escola toda. Tem, portanto, a terceira e bendita faixa do seu disco homónimo, editado em Março. Ainda andava à escola quando se estreou como o Cão da Morte e revelou um dos mais disruptivos escritores de canções da música nacional. Em 2015, com Cara d’Anjo, decide passar a chamar-se artisticamente como
se chama na vida. E aí o mundo retribuiu. Saltou de imediato para a estante dos melhores, daqueles que mais ansiávamos escutar. Ouvi-lo frágil, de peito aberto, cravado nas suas próprias vivências e preocupações.

Este novo (errado, este homem pode ter-se mudado para a Penha de França mas 
o gosto pela balada, pelo 
amor harmonizado numa 
pop litúrgica, está lá desde 
o começo) Luís Severo, o do disco homónimo, é, de alguma forma, mais sedutor. Roga pragas às rendas lisboetas e à gentrificação bárbara (e o povo gosta), dá ares de ter a melhor relação amorosa do mundo 
(e o povo gosta). E gostará, certamente, de o absorver na serenidade obscura, luzidia, da caverna do Lux. Luís Severo é muito “Boa Companhia”.

Por Miguel Branco

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