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A uma hora de Florença, vila italiana paga metade da renda a quem se mudar para lá

A pequena localidade de Radicondoli, na Toscânia, quer atrair novos moradores e compradores de primeira habitação. Mas fica o aviso: aqui vive-se devagar.

Annie McNamee
Escrito por
Annie McNamee
Contributor, Time Out London and UK
Radicondoli, Italy
Radicondoli, Italy | Photograph: Shutterstock
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Os tempos não estão fáceis. O custo de vida sobe por todo o lado e o peso sente-se na carteira. É por isso que esta proposta merece atenção: pagar apenas metade da renda. A condição é simples. Mudar-se para Itália.

Apresentamos Radicondoli, uma pequena vila no topo de uma colina, na Toscânia. Não é um sítio particularmente animado, mas acorda-se todos os dias com vistas desafogadas sobre a paisagem do norte de Itália. Os dias passam-se entre ruas medievais empedradas, edifícios pequenos e bonitos, e sem a ansiedade mensal de ver o salário desaparecer em renda.

O senão é óbvio. A vila é mesmo pequena e fica algo isolada, apesar de Florença estar a cerca de uma hora de carro. Tem menos de mil habitantes e a cidade mais próxima, Siena, fica a cerca de 50 minutos. Inglês não é língua corrente. Quem não fala italiano fará bem em tratar disso.

Com a população a diminuir, Radicondoli está à procura de novos residentes. A autarquia vai investir 300 mil euros no apoio a negócios e na criação de novas infra-estruturas, com o objectivo de revitalizar a economia local. O município explica no seu site que pretende “melhorar a qualidade de vida das pessoas, estimular o desenvolvimento económico e residencial e convidar novos amigos a juntarem-se à comunidade”.

Radicondoli
Photograph: Grace Beard for Time Out

Além de subsidiar rendas para proprietários, o que se traduz em preços mais baixos para quem arrenda, estão previstos apoios para deslocações casa-trabalho, novas escolas e creches, bem como fundos para a instalação de sistemas de aquecimento mais ecológicos.

Para ter acesso à renda a metade do preço, é preciso comprometer-se a viver na vila durante pelo menos quatro anos. Para quem decidir ficar a longo prazo, há ainda um incentivo adicional: Radicondoli comparticipa entre 15% e 25% do valor de uma casa para compradores de primeira habitação, até um máximo de 20 mil euros. É um apoio a fundo perdido, desde que não se mude durante os dez anos seguintes.

Radicondoli não é caso único em Itália. Várias localidades têm tentado atrair população com casas a um euro, embora essas ofertas impliquem obras profundas e muito investimento. Aqui não é esse o cenário. As casas estão em bom estado. Estão apenas longe de quase tudo.

A editora de viagens da Time Out, Grace Beard, já visitou Radicondoli e deixa uma sugestão simples: sentar-se na esplanada do restaurante familiar La Pergola. As pizzas de degustação são memoráveis, com ingredientes locais que vão da burrata da Apúlia ao tártaro de carne Chianina.

Tasting pizzas from La Pergola Radicondoli
Photograph: Grace Beard for Time Out

Convencido? Mais informações sobre uma possível mudança para Radicondoli estão disponíveis no site da vila.

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