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Primeiro eléctrico da rota de Cacilhas começou a circular este mês. Novos barcos são mais rápidos, têm mais lugares sentados e para bicicletas e permitem cortar nas emissões de gases poluentes.

"Mais carreiras, mais lugares e uma operação que integra navios eléctricos e a diesel, com capacidade para 540 passageiros e 20 bicicletas por viagem", comunica o Governo nas redes sociais, referindo-se ao início da substituição dos velhos catamarãs e emblemáticos cacilheiros por embarcações eléctricas no Tejo. A introdução do primeiro navio eléctrico na viagem Cacilhas-Lisboa-Cacilhas, concretizada no dia 3 de Novembro, permitiu retomar, ainda, "o horário oficial de dias úteis", depois de um período conturbado nas ligações.
Os barcos eléctricos, que permitem cortar na emissão de gases poluentes, são também mais rápidos, podendo alcançar a velocidade de 30 km/h. Já o interior é "mais moderno e confortável", "com ar condicionado moderno, tomadas eléctricas e WC", dá conta o jornal Lisboa Para Pessoas (LPP).
Para já, o novo eléctrico da rota de Almada opera apenas nas horas de ponta, acompanhado por um cacilheiro e um barco a diesel. Mas, progressivamente, os barcos de fundo e topo cor-de-laranja vão desaparecer do Tejo, ficando a viagem assegurada por uma frota mista, movida a gasóleo e electricidade.
Os últimos meses, dadas as limitações da frota, foram marcados por privações em diferentes ligações fluviais, nomeadamente em horas de ponta, representando a maior parte das 12.474 supressões registadas pela Transtejo-Soflusa (TTSL). Como informa a Antena 1, "no caso de Cacilhas, entre as seis da manhã e as 11 horas, partiam quatro barcos por hora para o Cais do Sodré, número que se repetia no sentido inverso entre as 15 e as 19 horas". Com o regresso do horário completo de dias úteis, a oferta foi reforçada com sete partidas por hora de manhã e de tarde, havendo no total um acréscimo de 38 carreiras fluviais.
Uma vez que a TTSL já recebeu os dez navios eléctricos previstos nesta campanha de aquisição do Governo (movida a fundos europeus), a empresa prevê a sua progressiva introdução nas ligações de Cacilhas, Seixal e Montijo, com oito navios em serviço regular e dois de reserva. "De fora da electrificação, ficam as ligações entre Lisboa e o Barreiro, onde continuarão a circular os catamarãs a diesel. Entre a Trafaria, Porto Brandão e Belém, mantém-se os ferrys também a diesel", nota o LPP.
Embora os barcos movidos a diesel tenham de ser abatidos, a TTSL admitiu ao LPP "estar a estudar formas de preservar algumas das embarcações mais antigas, nomeadamente os icónicos cacilheiros".
“Quando conseguirmos colocar os navios todos ao serviço destas três linhas, automaticamente estamos a libertar os navios antigos para poder reforçar, ou pelo menos complementar, nas outras duas linhas [Barreiro e Porto Brandão-Trafaria]”, explicou no Parlamento, em Setembro, a secretária de Estado da Mobilidade, Cristina Pinto Dias.
A transição era esperada desde 2019, quando se iniciaram os procedimentos para vender cacilheiros em fim de vida (a idade média era de 38 anos) e adquirir a nova frota, composta por dez embarcações. "São dez navios iguais que andarão ao dobro da velocidade a que andam hoje os cacilheiros, têm a mesma dimensão, num investimento que tem duas parcelas. Ao todo são 90 milhões de euros, dos quais 57 milhões são para a aquisição dos navios e 33 para assegurar a sua manutenção até 2035", adiantava o então ministro do Ambiente, João Pedro Matos Fernandes, citado pela Rádio Renascença no âmbito do lançamento do concurso público desta operação.
A ideia era que os novos barcos começassem a navegar em 2020 ou 2021, mas no início deste ano ainda só circulavam dois, na rota do Seixal (a única 100% eléctrica, até ao momento). Motivos do atraso? De um concurso anulado a um chumbo do Tribunal de Contas, uma demissão da administração da Transtejo e problemas no carregamento das baterias, houve de tudo.
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