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A Marcha de Alfama tem o maior palmarés das Festas de Lisboa e, em 2026, voltou a convencer o júri. Ficou à frente de Alcântara e Madragoa.

Oito anos depois, a Marcha de Alfama volta a vencer o concurso das Marchas Populares de Lisboa. Desta feita, com o tema “Os santos devem estar loucos”, um enredo que pôs frente-a-frente o legado histórico da zona e as profundas transformações actuais do bairro. Na Avenida da Liberdade, os marchantes prometeram – a cantar – combater a perda de “chama” de Alfama e assumiram a missão de devolver ao bairro o “sonho e a tradição”.
A decisão do júri foi conhecida nas primeiras horas de sábado, finda a habitual descida da principal artéria lisboeta na noite de Santo António. Este ano, as Marchas mobilizaram cerca de dois mil participantes directos – entre padrinhos, marchantes e equipas de ensaio – e atraiu “milhares de espectadores”, segundo a organização, a Egeac/ Lisboa Cultura.
Na corrida ao título, Alcântara, que procurava manter o bom histórico recente, assegurou a prata, enquanto a Madragoa fechou o pódio no terceiro lugar. Pelo asfalto desfilaram enredos muito diversos, com homenagens visuais e sonoras à calçada portuguesa, à mítica lenda de Ulisses e Ophiussa, à figura dos cauteleiros e ao típico beijinho português.
Ainda assim, a noite pertenceu inequivocamente a Alfama, que, além da consagração geral (o que conseguiu pela 22.ª vez), conquistou grande parte das distinções especiais. O bairro arrecadou o prémio de Melhor Desfile na Avenida, Melhor Composição Original (com a música que dava o mote à marcha), Melhor Coreografia (partilhada com a Madragoa), Melhor Musicalidade (junto com o Alto do Pina) e Melhor Letra (em ex-aequo com Alcântara, Graça e Olivais). Foram ainda premiadas as marchas de Alcântara e da Bica na categoria de Melhor Figurino, e Alcântara assegurou o prémio isolado de Melhor Cenografia.
O júri desta edição foi presidido por Vítor Agostinho e contou com Bruno Cochat (coreografia), Hélder Freire Costa (cenografia), José António Tenente (figurino), Maria Inês Almeida (letra), Osvaldo Ferreira (música) e Leonor Padinha (em representação da Egeac).
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