A pastelaria Aloma, cuja primeira loja foi fundada numa esquina de Campo de Ourique em 1943, arrecadou pela terceira vez consecutiva o título "O Melhor Pastel de Nata de Lisboa", somando agora seis distinções no mesmo concurso. A final decorreu esta segunda-feira, no Congresso de Cozinha, nos Jardins do Marquês de Pombal, em Oeiras. Em segundo e terceiro lugares ficaram, respectivamente, os pastéis de nata das pastelarias 7 Desejos, na Ericeira, e Casa do Padeiro, na Pontinha.
O júri, presidido pelo gastrónomo Virgílio Gomes e composto por Lara Figueiredo (chef pasteleira do MACAM Hotel), Filipe Manhita (chef pasteleiro da Fortaleza do Guincho), Joana Barrios (apresentadora do 24 Kitchen e autora), Teresa Vivas (gastrónoma), Manuela Brandão (chef do Pap’Açorda) e Diogo Pimenta (criador de conteúdos), avaliou, em provas cegas, pontos como o aspecto, o toque da massa, o sabor e a consistência da massa, o recheio e o sabor global.
A final, aberta ao público, contou com a presença, ainda, de outros finalistas: a Casa Negrito (Vila Nogueira de Azeitão), a Castro - Atelier de Pastéis de Nata (Lisboa), a Confeitaria Glória (Amadora), a Nat'elier (Lisboa), O Pãozinho das Marias (Ericeira), a Panicoelho (Rio de Mouro), a Pastelaria Taigui (Lisboa), a Pastelaria Tinoco (Linda-a-Velha) e a Pastelaria Viriato (Odivelas).
O concurso O Melhor Pastel de Nata, dirigido apenas a estabelecimentos com fabrico próprio na Área Metropolitana de Lisboa, teve a sua primeira edição em 2009 e é organizado pelas Edições do Gosto e por Virgílio Gomes. Este ano, o processo começou em Julho e, no início de Setembro, realizou-se uma prova de cliente mistério aos estabelecimentos finalistas, uma "novidade" com o objectivo de "avaliar o produto tal como chega ao cliente final", pode ler-se no comunicado enviado às redacções.