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Consultora Copenhagenize, que chegou a ser contratada pela Câmara de Lisboa para análise da rede ciclável, coloca capital portuguesa na 66.ª posição de uma lista de 100 cidades.

Entre 100 cidades de 44 países do mundo, a capital portuguesa é a 66.ª no que toca às qualidades para circular de bicicleta. A conclusão é de um ranking elaborado pela consultora Copenhagenize (a mesma empresa que, em 2023, contratada pela Câmara Municipal de Lisboa, analisou a rede ciclável da cidade, emitindo várias recomendações que o município preferiu não integrar nos seus planos), em articulação com a EIT Urban Mobility.
Sem grandes surpresas, nos lugares cimeiros da tabela estão as cidades de Utreque, nos Países Baixos, Copenhaga, na Dinamarca, Gent, na Bélgica, Amesterdão, também nos Países Baixos, e Paris, em França, que subiu para o top 5, desde 2019, o último ano em que se realizou este ranking. Enquanto Utreque somou 71,1 pontos para a classificação, Lisboa reuniu 37.
No documento fica também claro que as cidades com melhor pontuação partilham o facto de terem feito da recolha de dados e da avaliação contínua a base das políticas públicas. Pelo contrário, calcula-se que as cidades com pior desempenho continuam "a ser orientadas pela percepção, em vez de pelas evidências, o que as torna vulneráveis à estagnação quando as prioridades políticas mudam", acrescenta o relatório.
Para perceber quais as melhores cidades para circular de bicicleta, os autores tiveram em conta factores como a qualidade da infra-estrutura (ciclovias, estacionamento, medidas de acalmia de tráfego, segurança), a utilização e o acesso (repartição modal, percentagem de viagens feitas por mulheres, existência de sistemas de bicicletas partilhadas e de bicicletas de carga) e políticas públicas (compromisso político, participação cívica, a percepção sobre a bicicleta e planeamento urbano).
Para quem acredita que as colinas de Lisboa, ou mesmo o desenho fino da cidade, podem ser entraves à utilização do veículo de duas rodas, a empresa sublinha ainda que o clima ou topografia não são os factores mais determinantes, sobrepondo-se questões como “o investimento contínuo, apoiado por uma governança eficaz e interdepartamental”.
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