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Painéis do miradouro estão na fase final de recuperação, o assentamento dos azulejos. Equipa criou cerca de 500 réplicas.

Foram anos de vandalismo e de roubos de azulejos – somando-se várias queixas – que deram ao Miradouro de Santa Luzia, em Alfama, um aspecto decadente e distante da sua aura original. Mas em Junho os painéis começaram a ser recuperados e o processo está agora a terminar, conduzido por uma "empresa especializada contratada pela Câmara Municipal de Lisboa, sob a direcção e acompanhamento técnico da Divisão de Salvaguarda do Património Cultural", informa à Time Out a autarquia.
O trabalho começou com o "levantamento pormenorizado das unidades azulejares em falta e a respectiva identificação por tipologia decorativa, de forma a assegurar a correcta reprodução dos padrões originais". Prosseguiu-se, então, para a produção de cerca de 500 réplicas, de modo artesanal e "recorrendo a técnicas e materiais compatíveis com os existentes". O método, assegura a Câmara, permite a "reposição integral das faltas de modo a garantir uma adequada integração patrimonial do conjunto". No final do restauro, todos os painéis ficarão completos.
Os azulejos, porém, não são tudo. Em Outubro de 2024, a associação Fórum Cidadania Lx chamava a atenção para a "sobrecarga turística" a que este espaço estava sujeito, com consequências para as zonas verdes e a presença de lixo no miradouro. "Aquele que foi um dos lugares mais amados de Lisboa, fotografado por inúmeros artistas nacionais e estrangeiros, está reduzido a 'estudo de caso' dos efeitos do turismo massificado", escrevia a associação.
Em 2015, os painéis já haviam sido alvo de um processo de recuperação, inclusive premiado. Mas mesmo nos anos anteriores, foram várias as notícias de roubo e de degradação do espaço. Há quem defenda que, sem vigilância no local, o Miradouro de Santa Luzia dificilmente terá outra sina.
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