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A Time Out questionou mais de 24 mil pessoas de todo o mundo e, com a ajuda dos nossos especialistas locais, organizou um ranking dos melhores destinos gastronómicos do momento. Lima, no Peru, conquistou o ouro.

É um dos maiores prazeres na vida: uma excelente refeição. Vai daí, todos os anos criamos uma classificação definitiva das melhores cidades do mundo para comer. O objectivo é celebrar os chefs, as cozinhas, os restaurantes e as bancas de comida de rua que alimentam as cidades, juntando habitantes locais e visitantes à volta da mesa.
Então, e como é decidido o ranking da Time Out? Este ano, a lista das melhores cidades para comer foi criada com base num inquérito a mais de 24.000 habitantes de todo o mundo. Pedimos-lhes que avaliassem a qualidade geral da cena gastronómica onde vivem, quão acessível é comer fora e os bairros mais ricos ao nível dos restaurantes.
Depois, cruzámos as respostas com a visão do painel de especialistas em gastronomia da Time Out – editores e críticos – que votaram nas cidades que consideram ser os destinos gastronómicos mais excitantes do planeta neste momento. Apenas a cidade com a pontuação mais alta de cada país entrou no top 20 final, garantindo que a nossa lista reflecte as capitais culinárias a nível global.
Estamos a viver uma altura muito divertida para comer fora. De Pequim a Lima, de Atenas a Bengaluru, os restaurantes estão a servir pratos surpreendentes, ousados e genuinamente deliciosos. No menu? Gelados de nata e tangerina em Nova Iorque, noodles de espinha de peixe em Copenhaga e phở sofisticado em Ho Chi Minh. Há fine-dining em Melbourne e fun-dining na Cidade do Cabo, tendências gastronómicas que vão da febre das sandes a tacos elevados, e especialidades de café e cocktails que valem bem a viagem.
Os locais estão a olhar para lá dos petiscos e do pão de massa-mãe; em vez disso, estão a encher neo-tascas, a esgotar pratos de assinatura de restaurantes independentes e a fazer fila para a melhor fatia de pizza da cidade. Essa é a beleza da lista: as capitais culinárias de hoje estão preparadas para todos os paladares, desde quem come com orçamento limitado ao bon vivant certificado.
O ranking de 2026 da Time Out é liderado por Lima, no Peru. Porquê? Novos restaurantes abrem a uma velocidade alucinante na cidade. O bairro boho de Barranco recebeu um inquilino de luxo – o Fernandini, do chef Rodrigo Fernandini (que ganhou fama em restaurantes de fine-dining peruanos na Florida e em Nova Iorque) – e a pequena pastelaria El Pregón de las Once está a dar uma nova vida a doces históricos peruanos que estavam esquecidos. O seu folhado Ranfañote é de morrer, garante o especialista local Friedrich Reip.
No inquérito da Time Out, os habitantes de Lima avaliaram a cena gastronómica da cidade em 80% quanto à qualidade e 85% quanto à acessibilidade económica, tornando-a a mais barata de toda a lista para comer fora.
Em segundo lugar ficou Banguecoque. Não só porque a comida de rua está a viver um forte renascimento, mas também graças a uma nova abordagem ao fine-dining tailandês, que prova quão longe podem ir os sabores locais. A Song Wat Road, uma das favoritas do público, está cada vez mais viva, com uma mistura crescente de restaurantes de conceito, bares e cafés; enquanto Talat Noi continua a atrair multidões a bancas de comida de rua como o Daeng Racha Hoi Tod, um botequim onde as pessoas fazem fila por uma omelete de ostras crocante.
Embora só 66% dos habitantes locais de Banguecoque tenham dito que comer fora é acessível na capital tailandesa, 81% avaliaram muito positivamente a sua cidade natal pela qualidade e diversidade da comida, com a maioria a reconhecer a cultura de comida de rua da cidade, mundialmente famosa, como a sua oferta mais forte.
A Cidade do México completa o pódio com a terceira posição. Os chefs mais excitantes em cena incluem Fabiola Ecobosa (do Cana e do Gia), cuja cozinha combina sabores internacionais com ingredientes locais; Ricardo Verdejo (do Charco), que percebe uma coisa ou duas de vegetais; ou Ana Dolores (do Esquina Común), vencedora de uma estrela Michelin. Um bom dia aqui pode ser sinónimo de croquetes de pipián ao pequeno-almoço no Café Ocaso; fazer fila para provar os mexilhões do Lindy’s ou as batatas Hasselback do Lotti’s; experimentar o inovador kampachi no Etranger; rumar à La Pantera para um bife Tomahawk na brasa e terminar a noite no Pistilo com o seu cocktail de assinatura de granizado de cereja.
A capital mexicana recebeu pontuações fortes em todos os domínios pela sua cena gastronómica: 80% dos habitantes locais elogiou a cena de restaurantes da cidade pela sua qualidade; 73% dizem que comer e beber fora é acessível e a cidade classificou-se em segundo lugar no painel de especialistas da Time Out, empatada com Lima.
A capital portuguesa conseguiu a 10.ª posição na lista da Time Out de 2026, logo atrás de cidades como Londres ou Ho Chi Minh e à frente de destinos como Nápoles e Nova Iorque.
No último ano, os lisboetas têm encontrado muitas alegrias entre duas fatias de pão: lugares com pinta como o Tosta ou o Bibs estão a aquecer a febre das sandes da cidade. Mas também há grandes mudanças no fine-dining – até pode haver cada vez mais estrelas Michelin na cidade, mas os menus de degustação estão a encolher e a tornar-se mais descontraídos e acessíveis.
Se fosse preciso escolher uma única tendência gastronómica, no entanto, seria a das neo-tascas: restaurantes castiços, informais e acolhedores, mas com precisão técnica e cartas criativas com a cozinha tradicional portuguesa na base. Pomos as mãos no fogo pelo que quer que seja servido numa travessa de inox sobre as toalhas brancas de papel d'O Velho Eurico, do Polémico, da Vida de Tasca ou do Gancho.
86 por cento dos habitantes de Lisboa avaliaram positivamente a cena gastronómica, com uns respeitáveis 63% a concordar que não é demasiado caro comer fora. Quando questionados sobre o que mais recomendariam na cidade, a maioria dos inquiridos optou pelas pastelarias.
Pronto para descobrir quais as cidades que entraram no ranking este ano? Saboreie: estas são as melhores cidades do mundo para comer em 2026.
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