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Associação quer preservar memória de mobiliário histórico de Lisboa

Bancos de jardim, candeeiros ou porções de calçada. A associação Vizinhos de Lisboa lança projecto para identificar, mapear e ajudar a manter património identitário da cidade.

Rute Barbedo
Escrito por
Rute Barbedo
Jornalista
Avenida da Liberdade
Duarte Drago | Avenida da Liberdade
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Chamam-lhe Museu Urbano na Rua, mas, acima de tudo, o projecto da associação Vizinhos de Lisboa tem como objectivo catalogar o mobiliário urbano de Lisboa e impedir que desapareça "sem deixar rasto". "Bancos, abrigos, sinalização, iluminação e outros pequenos equipamentos do espaço público que, pela idade ou raridade, contam a evolução recente de Lisboa e que hoje não constam de nenhum inventário público conhecido" são o centro da iniciativa, que a associação pretende apresentar à Câmara Municipal de Lisboa (CML). "Lisboa tem vindo a perder, de forma silenciosa, elementos patrimoniais que vão de azulejos históricos a chafarizes, marcos de correio ou pormenores de arquitectura urbana", justificam.

Numa primeira fase, o objectivo é criar "um mapa colaborativo, aberto a qualquer morador, onde cada um pode assinalar a localização, [acrescentar] uma fotografia e uma pequena nota histórica sobre elementos que encontre pela cidade". Composto o mapa, "a associação vai propor à Câmara Municipal de Lisboa e às juntas de freguesia respectivas a inclusão dos elementos mais relevantes no inventário municipal do património ou, pelo menos, um compromisso simples de manutenção e não remoção". Existe ainda a intenção de instalar códigos QR junto a alguns dos objectos identificados, remetendo para fichas com a sua história.

No documento que preconiza a primeira versão do mapa, estão listados bancos públicos dos anos de 1960 da Avenida da Igreja, um antigo semáforo de bombeiros, antigas caixas de ferro fundido da Carris (no Jardim do Tabaco), sinais luminosos de passagem proibida no Bairro dos Actores ou um dos poucos abrigos da Carris da década de 1960, na Penha de França. "Estes exemplos resultam de trabalho de campo feito em Alvalade e no Areeiro e servem de ponto de partida", explica a associação, que apela à participação dos residentes na cidade. "Se conhece um banco antigo, um candeeiro, uma placa ou qualquer outro elemento que lhe pareça ter história, tire uma fotografia, note a localização e envie para geral@vizinhos.org", especificam.

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