Notícias

Até ao final do ano, zona de Colares terá 2,5 quilómetros de passadiços

É a primeira fase do Parque Ecológico da Adraga e Praia Grande, projecto cuja conclusão está prevista para o final de 2027.

Rute Barbedo
Escrito por
Rute Barbedo
Jornalista
Praia, Praia da Adraga, Sintra
Duarte Drago | Praia da Adraga
Publicidade

A primeira fase dos passadiços do novo Parque Ecológico da Adraga e Praia Grande, constituída por um percurso circular de 2,5 quilómetros, estará pronta no segundo semestre do ano, avançou a Câmara Municipal de Sintra ao jornal Público. Do parque, que nasce a partir de um investimento da Rede Aga Khan para o Desenvolvimento (AKDN) e cuja conclusão está prevista para o final de 2027, fará ainda parte um circuito de três quilómetros, composto por passadiços de madeira e trilhos.

Ainda não são certos o desenho e os pontos de passagem dos percursos, uma vez que o mapa ainda está em desenvolvimento, de acordo com o mesmo jornal. Sabe-se, no entanto, que o percurso de 2,5 quilómetros permite ver a Praia Grande ou caminhar até às localidades de Almoçageme e Azóia e que os passadiços “atravessam paisagem protegida”, tendo “em consideração as melhores práticas ambientais”. De acordo com a autarquia, “a sua instalação permite, precisamente, proteger as espécies e o habitat natural do pisoteio”, ideia que já havia sido transmitida aquando da assinatura do protocolo com a Aga Khan. “A ideia dos itinerários é que as pessoas não sejam uma ameaça para a vegetação”, afirmou na altura Luis Monreal, director-geral do Fundo Aga Khan para a Cultura. Pelo meio, haverá miradouros e um centro de interpretação ambiental.

A urgência de fazer nascer o parque para proteger a zona de mais de 67 hectares prende-se, também, com a "presença significativa de espécies invasoras", com consequências para os ecossistemas locais. "Promover a biodiversidade nativa" é, assim, uma das principais finalidades, de acordo com a autarquia. A zona é, ainda, rica em património cultural, com destaque para vestígios como pegadas de dinossauros, jazidas paleolíticas e geomonumentos.

A associação de defesa do património edificado e natural de Sintra, QSintra, está a aguardar uma visita técnica ao local, que diz ter sido prometida pela Câmara. “Não temos dados para uma posição definitiva sobre o projecto. Sobre os passadiços, mantemos as reservas e preocupa-nos a manutenção”, resumiu a presidente, Madalena Martins, ao Público.

🏃 Mais coisas para fazer: fique a par do melhor da agenda de Lisboa

📲 Siga-nos nas redes sociais: Whatsapp, Instagram, Facebook e LinkedIn

Últimas notícias
    Publicidade