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Atraso vai em três anos e três meses, mas metro aponta abertura da linha circular para início de 2027

Primeira parte da obra que vai ligar o Rato ao Cais do Sodré terminou em Setembro de 2024. O restante será concluído até Março, diz presidente da Metropolitano de Lisboa.

Rute Barbedo
Escrito por
Rute Barbedo
Jornalista
Túnel entre Estrela e Santos, 2024
DR via ML | Túnel entre Estrela e Santos, 2024
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A nova linha circular do metro de Lisboa, que vai ligar o Rato ao Cais do Sodré, deverá ser inaugurada no primeiro trimestre do próximo ano. A previsão foi lançada esta terça-feira, 31 de Março, pela presidente (tomou posse em Janeiro) da empresa Metropolitano de Lisboa, Cristina Vaz Tomé, no Parlamento. Segundo a responsável, tem havido “um diálogo bastante produtivo com os empreiteiros que têm esta obra, a Mota-Engil e a Zagope, para garantir que no primeiro trimestre de 2027 a obra é inaugurada”.

A primeira parte da empreitada "terminou em Setembro de 2024, mas não tinha sido fechada a conta nem pago o empreiteiro", explicou a presidente, detalhando que a situação "cria crispações e más vontades do empreiteiro com a empresa".

O projecto da linha circular, que vai juntar as linhas verde e amarela e criar novas estações em Santos e na Estrela, iniciou-se em 2018 e conta agora com um atraso de três anos e três meses em relação aos prazos inicialmente estipulados, que apontavam a inauguração da linha para 2023.

Note-se ainda que o próprio desenho da linha circular continua a ser alvo de discussão, sem que surjam esclarecimentos por parte do Governo ou da Metropolitano de Lisboa. A avançar conforme o previsto, o desenho deixará de fora da linha verde a estação de Telheiras, obrigando os utilizadores a um transbordo para a linha amarela no Campo Grande, situação que não acontece no trajecto actual. Serão também obrigados a trocar de linha, no Campo Grande, os utentes de Odivelas, Senhor Roubado, Ameixoeira, Lumiar e Quinta das Conchas para acederem ao centro da cidade. A questão motivou uma petição (assinada por mais de 800 pessoas) pela alteração da linha para o formato em laço, opção essa que foi defendida por Carlos Moedas, presidente da Câmara de Lisboa, desde o primeiro mandato, e sobre a qual o Governo chegou a admitir uma possibilidade de estudo.

Linha vermelha não está perdida

Relativamente à expansão da linha vermelha, cujas obras ainda não arrancaram devido à perda de financiamento pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), o atraso é de dois anos e nove meses, mas a sua execução não está posta de lado. “Houve um certo entusiasmo com o PRR e um optimismo muito grande” na programação do investimento, definida em 2021. Tendo em conta que as obras de expansão na empresa demoram em média sete anos, as “equipas sabiam à partida que não iam conseguir fazer a obra em quatro anos”, afirmou Cristina Vaz Tomé.

A Metropolitano de Lisboa pretende, agora, encontrar outras fontes de financiamento para poder avançar com o projecto, que visa ligar as Amoreiras a Alcântara, por baixo da terra. “Estamos a trabalhar com o Governo e outras entidades como o BEI [Banco Europeu de Investimentos] para encontrar financiamento e conseguir realizar a consignação este semestre para ver se a obra avança”, declarou a responsável da empresa.

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