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Está na hora de ver o terceiro dos cinco filmes ‘Avatar’, a saga de ficção científica de James Cameron, iniciada em 2009. A família de Jake e Neytiri enfrenta agora o belicoso Povo das Cinzas e a sua líder, a implacável Varang.

James Cameron não faz a coisa por menos. Depois do seu Titanic (1997) se ter tornado no filme mais rentável de todos os tempos e batido o recorde de Óscares ganhos, com 11 (empatado com Ben-Hur, realizado por William Wyler em 1959), voltou a bater um recorde com a ficção científica Avatar (2009), que se tornou no novo filme mais lucrativo de sempre, com 2,9 mil milhões de dólares de receitas. Mas Cameron não queria ficar-se só por um filme. Avatar é uma saga de cinco títulos, passada no planeta Pandora, situado em Alfa do Centauro, habitado pela espécie humanóide dos Na’avi, que reagem à chegada de humanos que vêm explorar um raro e precioso mineral. A sua presença ameaça o equilíbrio ecológico e a própria existência dos Na’avi. A fita ganhou três Óscares.
Em 2022, James Cameron estreou o segundo filme desta epopeia interplanetária, Avatar: O Reino da Água (vencedor de um Óscar), que funciona também como um laboratório de tecnologia e de efeitos especiais, como o grafismo computacional em 3D ou as técnicas de motion capture. O realizador faz também questão de estrear o filme em vários formatos: tradicional, 3D (dividido em RealD 3D, Dolby 3D, XpanD 3D e IMAX 3D) e também 4D, este em cinemas muito seleccionados. Segundo Cameron, as quatro continuações do Avatar original são “extensões naturais de todos os temas, das personagens, e das implicações espirituais daquele”. Ao mesmo tempo que vão desenvolvendo novas tecnologias cinematográficas, bem como acumulando lucros astronómicos ao nível mundial.
Depois de Avatar: Fogo e Cinzas, o terceiro título da série, que chega aos cinemas no próximo dia 17 de Dezembro e é sem dúvida o grande filme da quadra natalícia este ano, virão, em 2029, Avatar 4 (título provisório), cujas filmagens já arrancaram há algum tempo, não havendo detalhes sobre o seu enredo; e em 2031, Avatar 5, que poderá vir a chamar-se The Quest for Eywa, segundo declarou James Cameron ao programa Entertainment Tonight. Por seu lado, o produtor Jon Landau fez saber que a história deste derradeiro filme terá lugar parcialmente no planeta Terra. Todos os filmes de Avatar estreiam no mês de Dezembro, para capitalizar comercialmente no tempo das festas.
Se a história de Avatar: O Reino da Água se passava no ambiente aquático próprio à tribo dos Metkayina, Avatar: Fogo e Cinzas faz entrar em cena uma outra tribo Na’vi, os Mangkwan, conhecidos como Povo das Cinzas, e que são belicosos e liderados pela temível Varang. E os Mangkwan aliam-se com o “recombinante” coronel Miles Quaritch (Stephen Lang), o grande inimigo do herói, Jake Sully (Sam Worthington) e da sua mulher Na’avi, Neytiri (Zoe Saldaña). Como frisou James Cameron, Avatar: Fogo e Cinzas vem mostrar que, tal como acontece com os humanos, “há também bons e maus Na’avi, e isto sem que o filme caia num simplismo a preto e branco”. Iremos também conhecer, no decorrer desta parte 3, os Wind Traders, uma tribo de comerciantes nómadas de Pandora.
Assim, em Avatar: Fogo e Cinzas, e após o devastador conflito e a perda do filho mais velho que marcaram Avatar: O Reino da Água, a família de Jake e Neytiri luta contra o desgosto e vai ter que enfrentar, ao mesmo tempo, a nova ameaça representada pela tribo do Povo das Cinzas, violenta e sedenta de poder, e que conta com a ajuda dos humanos já instalados em Pandora. Oona Chaplin (esta no papel da implacável Varang), Kate Winslet, Sigourney Weaver, Edie Falco, Giovanni Ribisi, David Thewlis, CCH Pounder, Cliff Curtis e Dileep Rao fazem também parte do elenco de Avatar: Fogo e Cinzas, interpretando personagens já conhecidas ou novas.
Nas palavras de James Cameron numa entrevista dada à Variety, “o grande avanço criativo de Avatar: Fogo e Cinzas vai estar na maior profundidade das personagens. Veremos novas culturas, novas criaturas – tudo aquilo que já esperamos de um filme da série Avatar, mas toda a ideia deste ciclo de fitas é vivermos com estas pessoas e acompanhá-las nesta jornada épica. Não se trata apenas de dizer ‘vamos mostrar-vos os melhores efeitos especiais já feitos envolvendo água’ –, é penetrarmos mais fundo no coração e na alma das personagens”. Mantendo, claro está, a consabida espectacularidade e a inovação permanente no campo dos efeitos especiais que também compõem a identidade desta saga única, e que só conhecerá a sua conclusão daqui a seis anos.
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