Notícias

Bandas deste mundo, uni-vos. Feijó inaugura sala de escuta de música feita em Almada

Paulo Gabriel, músico e funcionário da Biblioteca José Saramago, andou a ripar discos da Almada dos anos 80 até hoje. Entre gravações caseiras e sons raros, tudo vai poder ouvir-se na Almada Amplificada.

Rute Barbedo
Escrito por
Rute Barbedo
Jornalista
Sala Almada Amplificada
DR | Sala Almada Amplificada
Publicidade

Inaugura esta sexta-feira, 3 de Outubro, a sala Almada Amplificada da Biblioteca Municipal José Saramago, no Feijó, Almada. Transformado de sala de leitura num espaço com um posto de escuta e um fundo da história da música feita em Almada, o projecto inclui bandas como os góticos Capela das Almas, o hardcore dos Last Hope, o thrash metal dos Veinless, mas também a intérprete de "Avante Camarada", Luísa Basto, ou o Grupo Coral Amigos do Alentejo (que incluía músicos do Feijó). 

Do arquivo fazem parte pouco mais de 30 itens, entre CD e discos de vinil, mas o objectivo é fazer crescer o fundo local com a cooperação dos músicos. "Ainda há muito pouca coisa disponível, mas o que queremos é que esta seja uma colecção viva, que vai estar sempre em actualização", conta Paulo Gabriel, mentor do projecto e baterista dos Veinless, à Time Out. As capas dos discos estarão dispostas nos escaparates da biblioteca, sendo possível consultá-las no local. Já os discos (no futuro também deverão chegar cassetes e outros formatos, esperam os responsáveis) serão devidamente reservados, para que se evite o desgaste. No posto de escuta, os utilizadores poderão ouvir as versões digitalizadas de todas as músicas, de forma livre e gratuita

Capela das Almas, em concerto
DRCapela das Almas, em concerto

"Faço parte deste movimento todo que existiu muito em Almada nos anos de 1990, e que ainda existe, e tenho a sorte de trabalhar num equipamento cultural em que me dão abertura", conta o responsável pelo projecto. Pelo facto de a música produzida em Almada estar dispersa em caixas e sótãos, Paulo Gabriel percebeu que a criação de um fundo local poderia fazer a diferença para a história do concelho. "Muito pessoal daqui teve uma banda, experimentou gravar umas maquetes ou lançou um CD. Faziam-se 200 exemplares ou menos, portanto, há registos que são relíquias, que nunca mais ninguém ouviu", conta. 

Além do universo sonoro, há também uma parede com cartazes e bilhetes para concertos na sala (na foto), em que a ideia é a mesma: à medida que chegarem mais materiais, a parede completa-se, como explica o mentor do projecto. 

A sala Almada Amplificada é aberta a todos, independentemente de serem utentes da biblioteca, e é inaugurada às 18.00 desta sexta-feira. A festa conta com a actuação do músico cabo-verdiano Zézé Barbosa e com um pedido especial da organização: "Tragam as vossas gravações (CD, cassetes, vinis ou outros formatos) e ajudem a construir este arquivo sonoro colectivo."

🪖 Este é o nosso Império Romano: siga-nos no TikTok

📻 Antigamente é que era bom? Siga-nos no Facebook

Últimas notícias
    Publicidade