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No início de Abril, paredes das estações da Baixa-Chiado, Reboleira e Odivelas ganharam versos de Camões. Celebram-se os 500 anos do nascimento do poeta.

Provavelmente já reparou em alguns versos colocados recentemente em algumas estações do metropolitano de Lisboa. Vêm soltos e sem autor, mas têm dois objectivos: assinalar os 500 anos do nascimento de Luís de Camões e permitir o "contacto directo com a poesia durante a viagem", como comunica o Metropolitano de Lisboa (ML), que promove a iniciativa em parceria com a Estrutura de Missão para as Comemorações dos 500 anos do nascimento de Luís de Camões.
Nas estações Baixa-Chiado, Reboleira e Odivelas podem ler-se, assim, versos como "Bem puderas, ó Sol, da vista destes/ Teus raios apartar aqueles dias" ou "Cantando espalharei por toda parte/ Se a tanto me ajudar o engenho e arte".
Camões já fazia parte da paisagem do metro desde a década de 1990, quando, de forma permanente, foram colocados excertos da sua poesia nas estações Parque, Alto dos Moinhos e Entrecampos. Os painéis "convidam à pausa e à reflexão, evocando a ideia de que a viagem, seja pelo oceano ou pelo subsolo de Lisboa, constitui sempre um percurso de descoberta", sublinha a empresa ML.
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