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O Festival PLAY regressa a Lisboa de 21 de Fevereiro a 1 de Março, animando três salas da cidade. São nove dias com filmes de 50 países diferentes e espaço para ver, pensar e conversar.

Considerado o único festival de cinema em Lisboa inteiramente dedicado ao público infantil e juvenil, o PLAY está de regresso para a sua 13.ª edição. Entre 21 de Fevereiro e 1 de Março, o evento volta a ocupar várias salas da cidade com uma programação pensada para crianças, jovens, mas também adultos, contando com quase 200 filmes de 50 países.
Há sessões ajustadas a diferentes idades, desde os primeiros contactos com o grande ecrã – através de filmes breves, sensoriais e cheios de ritmo, como o japonês Ranhocas ou o ucraniano Canção da Floresta, ambos para bebés com um a dois anos – até propostas que desafiam os mais crescidos a pensar o mundo, e mesmo a discuti-lo e a questioná-lo. Adolescentes a partir dos 13 podem assistir às sessões de curtas-metragens A agulha, a linha e o dedal (21 de Fevereiro, 18.15), As lições (22 de Fevereiro, 18.15) e As portas (1 de Março, 18.00) ou à longa dinamarquesa Honey, de 2025, que conta a história de uma rapariga com dificuldade em escrever sobre a sua família para um trabalho da escola – a irmã com síndrome de Down, o pai que cultiva canábis, ou a mãe que trabalha em dois turnos. Em segredo, descobre que o avô que pensava estar morto está, na verdade, vivo. Passa no dia 28 de Fevereiro às 18.00.
A inspiração da edição de 2026 vem da obra de Salette Tavares, figura central da poesia experimental portuguesa. O seu espírito de experimentação e liberdade criativa atravessa a programação, aproximando o cinema de outras formas de expressão artística e reforçando a ideia de que o grande ecrã pode ser um espaço aberto à imaginação. O rapper Xullaji é o convidado deste ano para o cine-concerto de 28 de Fevereiro (18.00). O artista cabo-verdiano vai musicar ao vivo três curtas-metragens: Capivaras, A Chegada e Lobo grande, lobo pequeno.
A sessão de abertura está marcada para 21 de Fevereiro, às 17.30, na Sala Manoel de Oliveira, no Cinema São Jorge, com Contos do Jardim Mágico de David Súkup, Patrik Pašš, Leon Vidmar and Jean-Claude Rozec. Este filme em stop-motion, uma produção que juntou França, Chéquia, Eslováquia e Eslovénia, acompanha Tom, Susan e Derek, que visitam o avô pela primeira vez desde a morte da avó e encontram uma casa silenciosa e um adulto distante.
As sessões decorrem no Cinema São Jorge, na Cinemateca Portuguesa - Museu do Cinema (através da Cinemateca Júnior) e no Cinema Ideal. Além das exibições, o festival inclui ainda conversas e ateliês, um deles com a convidada especial deste ano Nóra Lakos (realizadora do filme Sem querer, escrevi um livro, em estreia no PLAY, 1 de Março às 15.45), alargando a experiência para lá da sala escura.
Os bilhetes já estão disponíveis, e a programação completa pode ser consultada nos canais oficiais do festival.
Av. da Liberdade, 175 (Avenida). 21 Fev-1 Mar Vários Horários. Vários Preços
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