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Casa Mendonça vendia jornais e tabaco desde 1919. Fechou portas no Cais do Sodré

Era certamente à Mendonça que o escritor José Cardoso Pires ia comprar cigarros, para fumá-los no seu café de eleição, mesmo ao lado, o British Bar. Mas "tudo tem o seu tempo", dizem os donos da tabacaria.

Rute Barbedo
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Rute Barbedo
Jornalista
Casa Mendonça
Rita Chantre | Casa Mendonça
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A Casa Mendonça abriu em 1919, no Cais do Sodré. 106 anos depois, os proprietários, Nuno de Sousa e Carlos de Sousa, decidiram encerrar o espaço, não deixando, ainda assim, os clientes mais fiéis sem uma palavra de agradecimento: "Tudo tem o seu tempo. (...) Foram décadas de encontros e amizades, levamos connosco gratidão por todos os que nos acompanharam nesta história."

A idade de pelo menos um dos donos, que também era responsável pelo atendimento, era já avançada, pelo que poderá ser este um dos motivos do encerramento. No momento em que a Time Out passou pelo local, depois do alerta emitido na página de Facebook da associação Fórum Cidadania LX, o estabelecimento que vendia jogos de apostas, revistas, tabaco ou canetas já se encontrava de portas fechadas, não tendo sido possível questionar os proprietários.

A tabacaria da Rua Bernardino Costa, quase a chegar à Praça do Duque da Terceira, no Cais do Sodré, inaugurou no mesmo ano que o vizinho e histórico British Bar (antes funcionava no mesmo local a Taverna Inglesa), espaço que foi pouso habitual de escritores como José Cardoso Pires ou do pintor Carlos Botelho. 

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