Notícias

Cinemateca lança maior ciclo de sempre, com 270 filmes em 30 meses. Paulo Branco ‘oblige’

Dos anos de 1980 à actualidade, um dos mais prolíficos produtores mundiais conduz-nos num passeio pelos grandes do cinema europeu. O ciclo começa a 11 de Setembro.

Rute Barbedo
Escrito por
Rute Barbedo
Jornalista
Paulo Branco
DR via Leopardo Filmes | Paulo Branco
Publicidade

Nenhum outro nome português fez rolar tanta pedra no cinema e é pelo que rolou durante mais de 45 anos, nas cerca de 270 longas-metragens produzidas por Paulo Branco, que a Cinemateca Portuguesa decidiu lançar o "mais ciclópico ciclo que esta casa já organizou". "Paulo Branco ou a Vã Glória de Produzir" começa a 11 de Setembro, uma sexta-feira, e tem a duração de – pasme-se – 30 meses, ou seja, prolonga-se até 2029. A retrospectiva vai também contar com conversas com o produtor, pelo menos uma vez por mês, sobre os filmes exibidos.

O programa arranca nos anos de 1990 (embora abarque cinematografia desde a década de 80 até à actualidade), com Non ou a Vã Glória de Mandar, de Manoel de Oliveira, às 19.00. Ao longo do mês de Setembro, passarão nos ecrãs da Rua Barata Salgueiro o Grupo Dziga Vertov (British Sounds, dia 12), a dupla António Reis e Margarida Cordeiro (Trás-os-Montes, dia 14), o admirado Alain Tanner (A Salamandra, dia 15) ou o chileno Raúl Ruiz (L’Hypothèse du Tableau Volé, dia 16), com quem colaborou em 16 filmes. Nos meses (e anos) seguintes, será possível rever clássicos e subversivos de João César Monteiro, David Cronenberg, Jerzy Skolimowski, Wim Wenders, Chantal Akerman, Werner Schroeter, André Téchiné, Andrzej Zulawski, Christophe Honoré, Olivier Assayas, Sharunas Bartas, Paul Auster, Philippe Garrel, Mathieu Amalric, Pedro Costa, João César Monteiro, João Botelho, João Canijo ou Teresa Villaverde. Já a primeira conversa com Paulo Branco está agendada para o dia 30 de Setembro, uma quarta-feira, às 18.00.

No cinema desde Abril

Paulo Branco nasceu em Lisboa, em 1950, e enveredou pelo cinema em 1974, ano em que começou a trabalhar no cinema Olympic, com Frédéric Mitterrand, em Paris. Pouco depois, assumiu a gestão da sala Action-République e, em 1979, tornou-se produtor.

Ao longo dos mais de 45 anos de carreira, apresentou mais de 50 filmes no Festival de Cannes e em Veneza. Como distribuidor e exibidor (não conseguia que se projectassem em Portugal os filmes que produzia), começou com duas salas no Fórum Picoas, em Lisboa, tendo chegado a gerir, na década de 90, mais de 25 cinemas em todo o país, que foram fechando consecutivamente ao longo dos últimos anos.

Além de produtor, Paulo Branco programa o seu cinema Nimas, em Lisboa, e o Teatro do Campo Alegre, no Porto. É também director do LEFFEST – Lisboa Film Festival, que fundou em 2007. No ano passado, foi distinguido com o Prémio Carreira nos Prémios Sophia 2025 – Academia Portuguesa de Cinema.

🎭 Mais cultura: arte, livros, música, teatro e dança em Lisboa

📲 Siga-nos nas redes sociais: Whatsapp, Instagram, Facebook e LinkedIn

Últimas notícias
    Publicidade