[category]
[title]
De 14 a 16 de Novembro, o Convento dos Capuchos e a Trafaria acolhem o Periphera, o festival que nos deixa destruir obras de arte, testar os limites da tecnologia ou escutar o fundo do Tejo.

De 14 a 16 de Novembro, o Convento dos Capuchos e a vila da Trafaria, em Almada, acolhem o Periphera – Festival de Arte Digital da Trafaria. Experimentando novos ecossistemas e intersecções entre arte e tecnologia, do campo plástico ao performativo, o evento, de acesso gratuito, junta exposições, performances, palestras e workshops para fazer pensar os tempos que vivemos e os que aí vêm, e como se mete a tecnologia nas nossas vidas e nós nela.
No dia de abertura, serão apresentados os dez projectos desenvolvidos no âmbito de residências artísticas decorridas em Outubro nos espaços adjacentes ao Presídio da Trafaria, em que se abordam realidades ciborgue, se viaja pela narrativa de mulheres grávidas que "desenvolvem um apetite voraz por medusas" ou se dialoga com instrumentos que "traduzem o CO₂ da respiração e da voz em composição generativa de som e luz". Do cartaz fazem também parte projectos e nomes sedimentados da cena artística portuguesa, como a dupla Ana Borralho e João Galante, que vai apresentar o seu "Manual de Resistência para 2050", ou a artista plástica Marta de Menezes, conhecida pela sua abordagem directa ao mundo digital, que traz a este festival "Eco-System: Life, Cork, Light and Water". Também Francisca Rocha Gonçalves propõe novas paisagens com as suas "Underwater Listening Sessions", em que os participantes vão poder explorar as profundezas dos ambientes aquáticos, com auscultadores, e a bordo de um barco no Tejo.
Noutro prisma, Freddie Hong põe-nos à prova em "Algorithms in Reflection", uma instalação impulsionada por inteligência artificial e composta por dois espelhos que respondem à emoção, um à felicidade, outro à tristeza. Ainda na experimentação dos limites, Ana Teresa Vicente coloca, em "Wandering Gaze", o espectador em frente a uma plotter (escondida por uma fotografia emoldurada à qual foi fixado um íman) que destrói a imagem em exposição com base nos movimentos oculares (são eles que comandam as limalhas de metal escondidas e que vão destruir a obra).
A ideia base do festival, explica a organização, é abordar "temas de fronteira". "As propostas artísticas convidam o público a reflectir sobre a tecnologia e o seu impacto transformador, incluindo as repercussões sociais", com os participantes a serem convidados a "experimentar workshops e actividades imersivas", "estimulando a imaginação e a percepção do mundo tecnológico de forma sensível e envolvente", informa a Câmara Municipal de Almada, parceira do festival organizado pela Plataforma Nova IAT – Instituto de Arte e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa.
Além das muitas oficinas, performances, conversas e exposições (o programa completo pode ser consultado aqui), haverá oportunidade para visitar o Museu Nostálgica, "um espaço de celebração da cultura retro gaming, onde será possível reviver e jogar títulos com relevância histórica".
A organização assegura o transporte gratuito, a cada 30 minutos, entre a Trafaria (desde o terminal fluvial) e o Convento dos Capuchos.
Largo do Convento, Caparica, e diferentes pontos da Trafaria. 14-16 Nov (sex-dom). Entrada livre
📲 Siga-nos nas redes sociais: Whatsapp, Instagram, Facebook e LinkedIn
Discover Time Out original video