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De ‘Pusher’ a ‘Festen’: POLAR traz o melhor do cinema nórdico a Lisboa

Durante três dias, o Cinema Fernando Lopes recebe um ciclo dedicado à diversidade do cinema nórdico, com filmes que vão do thriller criminal ao drama histórico, do documentário ao terror.

Hugo Geada
Escrito por
Hugo Geada
Jornalista
Pusher
DR | Pusher
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O ciclo de cinema POLAR chega a Lisboa entre 16 e 18 de Janeiro de 2026 e ocupa, durante esses três dias, o Cinema Fernando Lopes com uma programação dedicada longas-metragens do cinema do Norte da Europa.

Organizado pela Associação Il Sorpasso, em parceria com a Cinetoscópio, o Cinema Fernando Lopes e a Universidade Lusófona, o ciclo reúne filmes da Finlândia, da Suécia, da Noruega, da Dinamarca e da Islândia, propondo um olhar abrangente sobre o cinema nórdico contemporâneo e moderno, através de uma selecção que cruza estreias nacionais, clássicos de culto, documentários e obras que marcaram momentos decisivos do cinema europeu recente.

A abertura acontece na sexta-feira, 16 de Janeiro, às 21.30, com 100 Liters of Gold, de Teemu Nikki. A comédia negra finlandesa centra-se numa pequena comunidade rural e no seu “ouro líquido”, explorando os excessos humanos com humor mordaz e um olhar simultaneamente crítico e afectuoso, num registo que tem vindo a afirmar o realizador como uma das figuras mais singulares do cinema finlandês contemporâneo. 

No dia seguinte, às 19.00, vai estar em exibição o documentário Mr. Nobody Against Putin, de David Borenstein e Pavel Talankin, filmado clandestinamente numa remota cidade mineira russa. O filme acompanha um professor de uma escola pública que decide expor a militarização crescente do sistema educativo sob o regime de Vladimir Putin. Aclamado internacionalmente, premiado em vários festivais e finalista à nomeação para o Óscar de Melhor Documentário, é uma das obras mais políticas da temporada. Às 21.00, segue-se Pusher, de Nicolas Winding Refn, apresentado numa cópia restaurada. Estreia do realizador dinamarquês, o primeiro filme desta trilogia redefiniu o thriller criminal escandinavo nos anos 90, com um realismo cru e visceral, e também foi a primeira longa-metragem de Mads Mikkelsen (The Hunt, Hannibal), tornando-se um marco do cinema nórdico contemporâneo. A noite prolonga-se até às 23.30 com o filme de terror A Meia-Irmã Feia, de Emilie Blichfeldt, uma reinterpretação feminista e perturbadora do conto da Cinderela.

No domingo, 18 de Janeiro, a programação arranca às 15.30 com Stormskerry Maja, de Tiina Lymi, um épico drama histórico baseado na popular série de livros de Anni Blomqvist. Grande sucesso de bilheteira na Finlândia e candidato oficial do país ao Óscar, o filme acompanha a vida de um jovem casal no século XIX, num retrato de sobrevivência e perseverança moldado pela dureza das paisagens do arquipélago de Åland. Às 18.30, o ciclo assinala os 30 anos do movimento Dogma 95 com A Festa, de Thomas Vinterberg (Mais Uma Rodada), considerado o primeiro filme realizado segundo os princípios deste manifesto. Vencedor do Prémio do Júri em Cannes, o drama familiar mantém-se como uma obra central do cinema europeu contemporâneo. O encerramento, às 21.30, é dedicado ao cinema do islandês Rúnar Rúnarsson, com a exibição da curta-metragem O e da longa No Romper da Luz, filme que abriu a Quinzena dos Realizadores do Festival de Cannes 2024, num díptico sensível sobre fragilidade, empatia e resiliência.

Cinema Fernando Lopes, Campo Grande 376 (Campo Grande). 16 Jan, Sex 21.30; 17 Jan, Sáb 19.00, 21.00 e 23.30; 18 Jan, Dom 15.30,18.30 e 21.30. 5€

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