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Quem não paga também não anda, mas pode ver passar eléctricos do início do século XX, como o Salão Aberto nº 283, o “laranjinha” dos anos 80 ou o autocarro 217, de dois pisos. Tudo a 6 de Junho.

O Museu da Carris reservou um sábado – 6 de Junho – para fazer circular eléctricos e autocarros que muitos não chegaram a conhecer e outros, ainda, que fazem soar os sinos da nostalgia. O Desfile dos Clássicos do Museu da Carris vai acontecer entre as 10.30 e as 16.00, com partida da Estação de Santo Amaro e chegada à Praça da Figueira.
Quem quiser subir a bordo, paga 10€ por percurso (para os menores de 18 anos, o bilhete custa 7,5€ e as crianças até três anos têm entrada gratuita, devendo ir no colo dos acompanhantes). Quem não paga também não anda, mas pode acompanhar o desfile (ou pelo menos parte dele) a partir de terra firme.
Entre as estrelas estarão o Eléctrico Salão Aberto n.º 283, o Eléctrico n.º 444 ou os modelos T1 e T2, todos do início do século XX, mas também veículos que ganharam o carinho e apelidos dos lisboetas ao longo dos anos, como o “Bigodes” (eléctrico n.º 535) ou o "Caixote" (eléctrico n.º 741). Haverá, ainda, lugar para o autocarro n.º 217, de dois pisos, que circulou em Lisboa na década de 1950; para o autocarro n.º 76, um Daimler Victory de um piso, construído in 1967 e restaurado em 2024, "com a curiosa configuração de três portas do lado direito"; e para o autocarro n.º 1001, de 1975, o memorável “laranjinha” que andou por Lisboa na década de 1980. Por fim, também o eléctrico temático n.º 745, revestido de cortiça e decorado com elementos e técnicas tradicionais portuguesas, junta-se aos clássicos de museu.
Para todas as informações sobre o dia de festa, consulte o site do Museu da Carris.
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