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Escolhido entre mais de três mil propostas, conheça o lote das cinco sardinhas vencedoras do concurso da EGEAC.

Já são conhecidas as cinco grandes vencedoras do Concurso de Sardinhas da EGEAC. Sob o mote “Qual é a tua história?”, a 16.ª edição do certame elegeu as propostas vencedoras a partir de um total de 3128 candidaturas oriundas de 66 países. Os autores distinguidos têm entre 21 e 72 anos, são naturais de Portugal, Brasil e Uruguai, e cada um arrecada um prémio de 1500€.
O pódio deste ano conta com duas criações nacionais: a Sardinha Guitarrista, de Helder Teixeira Peleja, e Património Fragmentado, de Martin Narciso. A primeira é uma homenagem à guitarra portuguesa e ao “fado castiço que ecoa pelas ruelas de Alfama”, enquanto a segunda evoca os azulejos tradicionais e “a tensão entre preservação e degradação”.
A lista de premiados completa-se com O Telefone das Coscuvilheiras, da luso-brasileira Letícia Amaral de Araújo, que retrata “o espírito bairrista tão característico da cultura portuguesa” ao imaginar duas vizinhas a conversar à janela através de um estendal que é um “telefone de lata”; Bolo de Arroz, do brasileiro Eduardo Ferrão, que “evoca a continuidade entre celebração popular e quotidiano”, ao juntar a sardinha à pastelaria de bairro; e Tomatazo, do uruguaio Hogue, que pensa na forma como o ingrediente, muito presente na dieta mediterrânica, tem sido historicamente usado para mostrar desagrado.
Embora a participação tenha ficado abaixo do recorde histórico do ano passado (que registou 6013 propostas), o concurso reafirma o estatuto da sardinha como símbolo maior da capital. Esta tradição começou a desenhar-se em 2003, quando o atelier Silva Designers digitalizou uma sardinha pela primeira vez, abrindo caminho para o lançamento oficial do concurso em 2011.
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