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A cadeia espanhola que faz furor nas redes sociais e tem mais de 50 spas em todo o mundo trouxe para Lisboa massagens capilares e hidroterapia de inspiração japonesa.

Uma auréola giratória de jactos de água orbita em torno da cabeça. Tudo é relaxante: o movimento repetitivo, o som constante da água a correr e o impacto dos jactos que vão, lentamente, da testa à nuca. A isto juntam-se uma toalha morna sobre os olhos, um aroma agradável (sem margem de erro – é o cliente que escolhe entre três à disposição), a música de fundo calminha e uma massagem à cabeça. E quem diz cabeça, diz pescoço, rosto, ombros, peito, mãos e pés: o tratamento de assinatura do Japanese Head Spa (JHS), que abriu em Maio em Algés, inclui tudo isto ao longo de uns revigorantes 45 minutos.
A experiência começa antes mesmo de entrarmos no gabinete e nos deitarmos na marquesa, com o ritual de limpeza das mãos num recipiente com pedras e água quente na sala de espera. De seguida, somos encaminhados para uma das duas salas de tratamento e sentados em frente a um espelho, dando início ao ritual de relaxamento, com respirações mais profundas orientadas por uma das terapeutas. Segue-se um diagnóstico capilar com a ajuda de uma engenhoca chamada tricoscópio – que captura imagens ampliadas 200 vezes do nosso cabelo e da nossa cabeça. É impressionante de ver (um pouco assustador até), mas vai ajudar a escolher os produtos mais adequados.
"Todos os nossos produtos são livres de químicos e conservantes, o risco de alergia é quase nulo. O nosso diferencial é adaptarmos o tratamento de acordo com a necessidade de cada cliente – a sua pele, o seu cabelo, o seu couro cabeludo”, afirma Georgia Calixto, que nos recebe e nos convida a escolher uma bebida para o final da massagem, entre chás e infusões, vinhos e sumos. Chegará acompanhada de um biscoito depois do tratamento calmante e de uma secagem rápida do cabelo. O Essencial (assim se chama este serviço) custa 69€ – e os restantes tratamentos de head spa, que podem durar até uma hora e meia e incluir coisas como massagem corporal completa ou lifting facial japonês, chegam aos 150€.
Em apenas dois anos, o JHS passou de um projecto experimental em Málaga a uma rede internacional de bem-estar, com presença em seis países e mais de 50 spas em funcionamento. A fundadora, Aida García Bueno, era uma entre milhares de consumidoras de vídeos satisfatórios e virais do TikTok com a técnica japonesa. “Eu via os comentários das pessoas a dizerem que gostavam de ter algo assim em Espanha. Por isso, logo que descobrimos de onde vinha, pusemo-lo em prática”, contou a empresária ao jornal El Español. Numa feira de beleza em Miami, Aída viu pela primeira vez ao vivo as massagens japonesas. “Três semanas depois, em Dezembro de 2023, já estávamos a abrir o primeiro JHS em Málaga.”
A chegada a Portugal aconteceu este ano, num edifício antigo de uma zona residencial de Algés, com uma entrada que não dá nas vistas. “Já vieram pessoas de Torres Vedras ou das Caldas da Rainha só para experimentar. Estamos a falar de um público diversificado, entre pessoas mais jovens, curiosas com o tratamento que vêem nas redes sociais, e vizinhos, que ficam intrigados quando passam à porta”, descreve Georgia.
Além do head spa, o JHS oferece serviços faciais como limpeza profunda de pele (39€), lifting japonês Hanshu (49€) e tratamento Kirei oriental (99€); serviços corporais, que vão da massagem com pedras quentes (50€) à reflexologia Fujifeet (80€); e massagens de assinatura: a Harmony Woman, por exemplo, foi pensada para grávidas; a Bride Eternal Glow para noivas. Mas nada é tão popular quanto a massagem à cabeça Essencial, com aquela auréola giratória de jactos de água a orbitar em torno da cabeça. Tudo é relaxante. Voltávamos já outra vez.
Praça Infante Dom Pedro, 12A (Algés). 925 038 833. Ter-Sex 16.00-21.00, Sáb 10.00-15.00
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