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Aquisição de obras de 11 artistas e colectivos contemporâneos aconteceu por sugestão de Vhils, que assina o retrato oficial do Presidente Marcelo Rebelo de Sousa, agora na galeria do Museu da Presidência.

Quem olha para a Galeria dos Retratos do Museu da Presidência da República vê uma linha primordial conservadora. Há Manuel de Arriaga, pintado por Columbano Bordalo Pinheiro, Américo Tomás, por Henrique Medina, ou Aníbal Cavaco Silva, por Barahona Possolo. Pelo meio, Francisco Lapa teve vontade e coragem de quebrar a estética, com o retrato vivaz de António de Spínola, Júlio Pomar mexeu na postura, ao levar para a tela o movimento de Mário Soares, mas apenas Vhils (Alexandre Farto) rompeu com o enquadramento e a técnica: o retrato de Marcelo Rebelo de Sousa, apresentado esta quarta-feira, 4 de Março, é um close-up do rosto, esculpido em jornais e revistas dos últimos dez anos. "Foi a ideia mais louca que tive em dez anos de mandato", descreveu o Presidente cessante, referindo-se à encomenda ao artista natural da Arrentela, Seixal.
Foi nesta nova relação entre o artista urbano e a Presidência da República que surgiu outra ideia, a de renovar o discurso artístico do museu. "Por sugestão de Vhils", foram adquiridas obras de 11 artistas e colectivos contemporâneos. São eles: ±MaisMenos±, Mantraste, Fidel Évora, Unidigrazz, Pantonio, Marta Pinto Machado, João Amado, Ana Aragão, Ana Malta, Francisco Vidal e Kindumba. As peças vão integrar a colecção do Museu da Presidência da República e estarão expostas na Sala do Conselho de Estado. "Ficou ainda acordado que serão adquiridas duas obras para reserva e uma para rotação, de AKA Corleone, Tamara Alves e Raquel Belli", acrescenta a Rádio Renascença.
A aquisição das obras tornou-se possível porque Alexandre Farto abdicou da sua remuneração pelo retrato de Marcelo Rebelo de Sousa. “Espero que isto se torne uma tradição, porque as paredes onde tudo se decide devem reflectir o tempo em que vivemos, e os artistas reflectem esse tempo, muitas vezes antes de todos os outros. Daqui a décadas, quem olhar para este retrato vai ver um rosto. Mas quem o desconstruir vai encontrar que país foi aquele”, afirmou, citado pela agência Lusa.
Notícia actualizada às 11.05 de 6 de Março de 2026 com a informação de que o artista abdicou da remuneração pelo retrato oficial do Presidente da República.
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