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E se os espaços verdes estivessem ligados por percursos? Sintra quer criar essa rede

Chama-se Rede Verde Sintrense e tem o objectivo de interligar zonas verdes do concelho. Zonas urbanas serão grande aposta do projecto.

Rute Barbedo
Escrito por
Rute Barbedo
Jornalista
Quinta da Ribafria
Francisco Romão Pereira | Quinta da Ribafria
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“A Rede Verde Sintrense vai criar uma rede de parques urbanos, jardins, espaços naturais e corredores verdes em todo o concelho.” Assim apresentou o seu novo projecto na área ambiental a Câmara Municipal de Sintra (CMS), numa nota escrita enviada ao jornal Público.

O objectivo central é que “cada parque deixe de ser um espaço isolado e que se passe a planear os espaços verdes como uma verdadeira rede ao serviço dos sintrenses”. A vontade é, assim, "que um sintrense possa sair de casa e chegue a um parque, a uma escola ou a outro espaço público através de percursos mais verdes, seguros e confortáveis”, determina a CMS.

A autarquia indica que, até ao momento, escolheu dez locais que integrarão a estrutura: o Parque Urbano da Ribeira de Rio de Cões; o Parque Urbano dos Hibiscos; o Parque Urbano de Vale Mourão; o Parque Linear da Ribeira de Caparide; o Parque Linear da Ribeira das Jardas; o Parque Urbano do Mirante, em Pego Longo; a ampliação do Parque Urbano da Bela Vista e o Parque Linear de Agualva-Cacém; o Parque de Merendas do Magoito; o Jardim da Vigia; e o Parque Florestal da Ribafria.

Ao mesmo tempo que se desenha a rede, há também o compromisso de intervir, reabilitando, diferentes zonas verdes do concelho, seja através da plantação de árvores ou de melhorias infra-estruturais. “O trabalho passa agora por consolidar os projectos, estabelecer prioridades de intervenção, definir as ligações e programar a respectiva execução”, descreve-se na mesma nota. A criação de novas zonas verdes também faz parte dos objectivos.

De corredores ribeirinhos a vias cicláveis

A par das várias intervenções nos espaços verdes, serão criados eixos de ligação que poderão ser "caminhos pedonais, passeios arborizados, percursos cicláveis, corredores ribeirinhos e ligações naturais, de acordo com as características de cada território”.

Os primeiros percursos, promete a CMS, "vão nascer já ao longo do actual mandato", mas não há uma data concreta para a finalização do projecto.

A criação da rede é também uma resposta às alterações climáticas, na visão do presidente da Câmara, Marco Almeida, que referiu ao mesmo jornal a urgência de "colocar mãos à obra".

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