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Plataforma serve para geolocalizar notícias, eventos e histórias de Lisboa. Uma espécie de cidade dos 15 minutos na palma da mão.

Neste mapa, os pins não apontam apenas para restaurantes, lojas ou monumentos. O RUA Map, ferramenta digital lançada este mês de Fevereiro, é "um mapa vivo e interactivo que geolocaliza notícias, eventos, iniciativas e histórias de toda a cidade", pode ler-se no comunicado enviado pela startup portuguesa Rede RUA, que criou a plataforma.
O mapa funciona como um canal de distribuição de notícias de vários meios, mas também de eventos de bairro, que podem ser directamente adicionados à plataforma por cidadãos, grupos de vizinhos, juntas de freguesia ou instituições de maior porte, fazendo prevalecer a "cultura hiperlocal". Traduzindo, ao abrir o RUA Map para planear uma noite ou um fim-de-semana, poderão aparecer sinais de uma sardinhada organizada por moradores da Graça mas também um concerto de música erudita em Belém.
Na nota enviada aos media, a startup explica que o projecto surgiu com o intuito de resolver um problema: a dificuldade em aceder a informação local. A solução encontrada foi tentar compilar toda a informação possível numa única plataforma, de forma que "qualquer pessoa possa descobrir o que acontece à sua volta sem ter de procurar em dezenas de sites e redes sociais". Na visão da empresa, facilita a pesquisa, mas também a comunicação de eventos por associações, colectivos, cooperativas e projectos comunitários que organizam iniciativas nos territórios onde actuam.
Recuando um pouco mais, a ideia começou a formar-se em Denver, nos Estados Unidos, quando Callie Wentling e os amigos perceberam que estavam constantemente fora do timing e, portanto, dos acontecimentos da cidade. "Só depois de uma festa, de uma iniciativa comunitária, da inauguração de uma ciclovia é que percebiam que aquele evento tinha acontecido. O mesmo se repetia com informação prática do dia-a-dia: obras, ruas interditas ou mudanças que afectavam a rotina só lhes chegavam quando era tarde demais." A engenheira decidiu, então, dar matéria ao projecto a partir da academia, e a RUA está agora incubada na Startup Lisboa e na Boutique Impact.
Além de conteúdos da agência Lusa, da Mensagem de Lisboa, do Lisboa para Pessoas ou da Gazetta do Bairro, o mapa recebe informação de organizações e projectos como o Espaço Arroios, o Casulo, a Tasca das Artes, a Upfarming ou o Zero Waste Lab. À hora da consulta da plataforma pela Time Out, esta quinta-feira, no mapa surgiam o lançamento de uma fanzine, a visita a um convento, uma assembleia de vizinhos, exposições, concertos ou um workshop de culinária. Clicando nos alertas, também é possível visualizar constrangimentos de trânsito ou campanhas de sensibilização, embora com menor grau de actualidade. Apesar dos cinco anos de desenvolvimento e testes, o RUA é uma ferramenta no início, tanto ao nível do funcionamento como do território e grupos que abrange, mas está em constante afinação, avisa a startup.
O desejo é que, no futuro, "todos, da pequena associação à Junta de Freguesia [as da Penha de França e de Arroios já fazem parte] ou o próprio município, têm um canal para fazer a sua informação chegar às pessoas realmente interessadas".
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