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Pedro Prior e Joana Coutinho querem promover o crochet entre os mais jovens através de caixas mensais com projectos e materiais surpresa.

Estávamos em 1968 quando um casal apaixonado, Joaquim e Lurdes, abriu as portas da Retrosaria Mourão, em Sacavém. Eram os avós de Pedro Mourão Prior, que agora promove o crochet junto dos mais novos através da Yarnys. A marca, que criou com a mulher crocheteira Joana Pereira Coutinho, aproveita um inventário histórico para caixas mensais, com projectos e materiais surpresa, incluindo fios vintage. Há uma subscrição, mas também é possível comprar avulso e até oferecer de presente, durante três, seis ou 12 meses.
“Os meus avós chegaram a ter três lojas, dedicadas a retrosaria e confecção. Agora já só temos uma, gerida pela minha mãe, com a minha ajuda e do meu irmão. Mas com o passar dos anos, como é natural, fomos acumulando muitos fios e materiais de crochet. Temos um armazém recheado de relíquias, como lhes gostamos de chamar, e são objectos com valor, porque são produtos com muita qualidade que já é raro encontrar hoje em dia. Como a Joana tem uma grande paixão por crochet, pensámos que poderíamos aproveitar esse inventário para fazer nascer um projecto próprio”, revela Pedro, que acredita que há cada vez mais pessoas, de todas as idades, interessadas em ter um passatempo criativo longe dos ecrãs.
A mulher Joana é o exemplo perfeito. Começou a fazer crochet há apenas três anos. Desde criança que via a avó fazer, mas nunca sentira grande interesse, até que numas férias de Verão, encontrou uns novelos em casa e resolveu experimentar. “Fui comprar umas agulhas, comecei a ver vídeos no YouTube e desde então que é uma paixão”, confessa. “É um passatempo, que agora também é o meu trabalho, o que me deixa mesmo muito feliz. A ideia é que todos os meses eu crie uma nova caixa, com dois projectos, um para iniciantes e outro mais avançado, ambos replicáveis em casa, com os materiais que nós incluímos.”
As caixas mudam de mês para mês e nenhuma é exactamente igual à outra. Apesar dos fios serem escolhidos a dedo para o projecto em questão, e portanto todas as caixas incluírem novelos com o mesmo tipo de fio, as cores variam. Mas, atenção, são sempre de alta qualidade, de marcas vintage mundialmente reconhecidas, e vêm acompanhados do material necessário, como agulhas, tesouras, marcadores de pontos e manuais passo-a-passo. O preço habitual é de 40€, avulso ou mensalmente, se quiser fazer uma subscrição e passar a receber novidades todos os meses.
“Um dos projectos é para quem nunca fez ou ainda está a aprender os básicos, o outro é mais desafiante, porque queríamos agradar ao máximo de pessoas possível”, explica Joana. “O material varia consoante o projecto em questão e temos tentado não repetir. Por exemplo, o tamanho das agulhas vai mudando. No fundo, a ideia é que seja sempre diferente, porque queremos que as pessoas fiquem curiosas. É possível comprá-las avulso, mas se comprarem três no mesmo mês, elas são iguais. Na verdade, até já nos aconteceu, mães e filhas, por exemplo, comprarem a mesma caixa, para fazerem em conjunto.”
Há ainda a possibilidade de comprar conjuntos de novelos em separado (10€). Segundo Pedro, esta opção é resultado do sucesso das caixas: há muitas pessoas que ficam com vontade de fazer o mesmo projecto mais do que uma vez, mas com cores diferentes. “Tentamos focar-nos em coisas que sejam úteis e as pessoas gostem de utilizar. Por exemplo, o projecto deste mês é um xaile. No mês passado, fizemos individuais para a mesa de Natal em tons natalícios. Em Novembro, foi um gorro”, revela Joana. “Mesmo se não se identificarem com o projecto, de certeza que conhecem alguém que vá gostar e a quem podem oferecer no final.”
Não estavam à espera que corresse tão bem, admitem, mas tem sido um sucesso e as subscrições têm continuado a aumentar desde que lançaram a Yarnys, há três meses. “É engraçado porque no início tínhamos muitas clientes com mais de 50 anos. Agora, temos cada vez mais jovens a comprar as nossas caixas e a mostrar interesse na marca e nos nossos projectos”, partilha Joana, que gostava de fazer crescer a Yarnys com uma comunidade online, para partilha de conquistas e dificuldades. No futuro, também poderá vir a dinamizar workshops presenciais na Retrosaria Mourão. “Já temos alguma procura, por isso é algo que está em cima da mesa ainda para este ano. Queremos muito estar mais disponível para as pessoas fisicamente.”
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