Notícias

Esta mostra reúne criadores africanos e afro-descendentes em Alcântara

A Djass Art acontece de 5 a 7 de Dezembro, na Biblioteca de Alcântara, e reúne obras de artistas africanos e afro-descendentes.

Raquel Dias da Silva
Escrito por
Raquel Dias da Silva
Jornalista, Time Out Lisboa
Djass Arte
DR | Djass Arte, na Biblioteca de Alcântara
Publicidade

No ano em que se assinala o 50.º aniversário da independência da maioria dos países africanos anteriormente ocupados pelo regime colonial português, a Djass – Associação de Afrodescendentes promove uma programação especial para marcar a efeméride, incluindo uma mostra de criadores africanos e afro-descendentes. O evento Djass Arte decorre de 5 a 7 de Dezembro, na Biblioteca José Dias Coelho, em Alcântara.

O objectivo é celebrar as culturas africanas – tanto do continente como das diásporas – através do encontro e da partilha de experiências entre criadores africanos e afro-descendentes. De acordo com a organização, pretende-se estimular o debate “em torno de questões culturais, históricas, sociais e políticas”.

A abertura de portas está marcada para sexta-feira, 5 de Dezembro, às 18.30, com um cocktail de boas-vindas. Às 18.45, inaugura-se a exposição colectiva de artes visuais, sob o mote “50 anos das independências dos PALOP – Países Africanos que se Libertaram da Ocupação Portuguesa”, com trabalhos de Aulill, Denise, Emma A. Inman, Lauro Munguambe e Lino Damião, seguida de um momento musical com o griot Mamadu Baio (griot é um termo que designa, no Oeste Africano, uma casta responsável por preservar e transmitir a história, a genealogia e o conhecimento do seu povo).

Ainda no dia 5, entre as 18.45 e as 23.00, haverá bancas de venda de livros, artesanato, vestuário e acessórios, pelas mãos de Bazofo & Dentu Zona, Capulanas Ngila, Dod na Bô – Lia Delgado, Isabel Lafayette e Literaturas Afrikanas. Pelas 19.30, realiza-se uma mesa-redonda sobre o livro Origens do Nacionalismo Africano, de Mário Pinto de Andrade, com Inocência Mata, da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, e José Augusto Pereira, investigador e activista. Às 21.00, a noite continua com um set do DJ Lucky.

No sábado, 6 de Dezembro, a programação começa às 11.00, com a reabertura da exposição e do mercado. Entre as 12.00 e as 13.00, os mais novos podem participar em leituras de histórias por Kátia Casimiro, pintura de adrinkas (símbolos do povo Akan) e num workshop de Ouril, jogo de tabuleiro tradicional africano. Das 15.00 às 17.00, decorre uma conversa sobre poesia e as lutas de libertação em São Tomé e Príncipe, com a escritora e jornalista Alda de Barros. Já entre as 18.00 e as 20.30, apresenta-se um ciclo de cinema e debate em torno de três filmes da cineasta francesa Sarah Maldoror. A noite termina com jantar – cachupa rica e calulu de tofu – e música com o DJ Rykardo.

No domingo, 7 de Dezembro, as portas voltam a abrir às 11.00 e, meia hora depois, começam as actividades para crianças, incluindo a leitura de O que você pensa quando falo de África?, de Lavínia Rocha. Entre as 13.30 e as 15.30, há almoço com moamba de galinha e caldo de mancarra vegetariano, acompanhado pela música do angolano Chalo Correia. Segue-se, das 15.30 às 18.00, uma segunda sessão de cinema dedicada à obra de Sarah Maldoror. O encerramento fica a cargo do Grupo Batukaderas Bandeirinha da Boba, às 18.30.

Biblioteca de Alcântara. 5-7 Dez, Sex-Dom 11.00. Entrada livre

🗞️ Mais notícias: fique a par das novidades com a Time Out

📲 Siga-nos nas redes sociais: Whatsapp, Instagram, Facebook e LinkedIn

Também poderá gostar
Também poderá gostar
Publicidade