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Um estudo recente revela a lista de cidades que, na percepção dos viajantes, estão particularminte minadas por “armadilhas para turistas”.

Se alguma vez voltou de uma viagem com a sensação de ter passado mais tempo em lojas de souvenirs do que em locais verdadeiramente autênticos, não está sozinho. Um estudo do fornecedor de seguros de viagem InsureandGo sugere que várias cidades importantes ganharam a reputação de se sentirem mais como produções turísticas do que como lugares vividos e genuínos.
O estudo analisou mais de 1,3 milhões de avaliações no Google Maps, cobrindo 144 cidades em todo o mundo, e acompanhou com que frequência os viajantes classificavam as experiências como “autênticas”, “locais” ou “tradicionais”, em contraste com “armadilha turística” ou “caro demais”. A cada cidade foi atribuída uma pontuação de autenticidade, mostrando onde os visitantes se sentiam realmente ligados à cultura local e onde sentiam que eram guiados para experiências pré-definidas.
Os EUA não se saíram particularmente bem: há sete cidades norte-americanas entre as 15 mais “inautênticas”, incluindo a número um (isto é, a pior). É quase metade da lista.
Chicago lidera como a cidade menos autêntica, com uma pontuação notavelmente baixa de 2 em 100. Isso não quer dizer que lhe falte carácter. É famosa pela arquitectura, a gastronomia, os museus e os espaços verdes. No entanto, os avaliadores apontam de forma consistente para atracções no centro da cidade que pareciam sobrelotadas, caras e altamente comercializadas. Filas longas, preços inflaccionados e um foco excessivo em atracções emblemáticas deixam os visitantes longe dos bairros que os locais realmente apreciam.
Las Vegas está pouco atrás, em terceiro lugar, o que provavelmente não surpreende quem já percorreu a Strip. Com os seus canais interiores, réplicas da Torre Eiffel e mega-resorts temáticos, Vegas nunca fingiu ser uma janela para a vida local. Os visitantes elogiam o espectáculo, mas raramente o descrevem como genuíno. A cidade obteve uma pontuação baixa porque oferece fantasia de forma intencional, não tradição local.
Nashville ocupa o quarto lugar a nível global. Conhecida como o coração da música country, atrai fãs ansiosos por absorver a história musical. Mas, segundo as avaliações, a famosa Broadway inclina-se agora fortemente para bares de marca e performances polidas. Os visitantes notam que, quanto mais mediada se torna a experiência, mais difícil é encontrar a música local crua que originalmente construiu a reputação da cidade.
Boston fecha a lista das cidades norte-americanas menos autênticas, ocupando o sexto lugar mundial. A sua rica história e facilidade de deslocação atraem milhões, mas os viajantes descrevem frequentemente as zonas centrais como sobrelotadas e orientadas mais para turistas do que para residentes. Seguem-se Miami, Nova Iorque e Austin, respectivamente em 11.º, 12.º e 13.º lugares.
Importa sublinhar que estas classificações não significam que estas cidades não mereçam ser visitadas. São populares por boas razões. Os resultados reflectem apenas como os viajantes se sentem quando as suas experiências parecem encenadas, caras ou pensadas sobretudo para estrangeiros.
No extremo oposto, cidades como Bogotá, Lima e Taipé lideraram as classificações de autenticidade, com os visitantes a elogiarem mercados do dia-a-dia, comida local e encontros culturais.
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