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Este destino de safari proibiu os viajantes de tirarem fotografias com os telemóveis

Casos de animais em stress e turistas descontrolados levaram a nova legislação, que será implementada a partir de Outubro.

Liv Kelly
Escrito por
Liv Kelly
Travel Writer
ranthambore national park, rajasthan, India - August 10, 2018 - wild royal bengal tiger in open during monsoon season and wildlife lovers or tourist or traveler are click images on safari vehicle
Photograph: Sourabh Bharti/Shutterstock
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É compreensível que, depois de avançar silenciosamente durante o que podem ser horas a fio, a tão aguardada aparição de um tigre resplandecente lhe dê vontade de agarrar no telemóvel. Mas se estiver a fazer um safari na Índia, em breve não poderá tirar uma fotografia da criatura.

Já em Novembro de 2025, o Supremo Tribunal do país aprovou a proibição do uso de telemóveis em reservas de tigres por toda a Índia, em grande parte devido ao comportamento cada vez mais prejudicial por parte dos turistas. Espera-se que a proibição entre em vigor a partir de Outubro deste ano, após o fim da época das monções.

Mas o que é exactamente o mau comportamento dos turistas? Bem, “em muitos aspectos, é o caso clássico de uma minoria estragar as coisas à maioria”, disse o director-geral da TransIndus, Amrit Singh, à Wanderlust. “As autoridades dos parques começaram a ficar preocupadas com o número crescente de visitantes a perturbar a vida selvagem e a colocar-se a si próprios, aos guias e aos naturalistas em risco, simplesmente em busca de selfies ou de imagens para as redes sociais.”

Tiger
Fotografia: Shutterstock

E, embora seja uma pena que alguns tenham estragado a tantos outros a possibilidade de tirar fotografias, há um par de casos alarmantes que ajudam a perceber por que razão esta medida é necessária.

Em Fevereiro, relatos do Parque Nacional de Ranthambore detalharam um tigre em pânico, rodeado por veículos de visitantes a gritar e a tirar fotos, a lutar para conseguir recuar para a selva em busca de refúgio. Noutros casos, houve pessoas que deixaram cair os telemóveis e mergulharam para fora da segurança do veículo para os recuperar. Ah, e depois houve a vez em que uma criança foi atirada acidentalmente para fora de um jipe numa corrida louca para tirar fotos, o que não só colocou a sua vida em risco, mas também a do guia que saltou para a salvar.

Os “engarrafamentos de safari” tornaram-se um problema bastante grave, enquanto os safaris nocturnos levam frequentemente a muitas fotografias com flash, o que perturba os animais. Existem até preocupações de que as comunicações móveis sem restrições possam facilitar a actividade de caça furtiva através da partilha de localização em tempo real.

Quais serão as consequências do uso do telemóvel?

Os operadores turísticos têm seis meses para implementar as medidas descritas nesta proibição, como a instalação de cacifos seguros para os visitantes guardarem os seus telemóveis. Qualquer visitante que não cumpra as regras poderá ter de pagar uma multa, e qualquer parque que não as aplique poderá ver a sua licença de safari revogada.

Vale a pena notar que os fotógrafos que transportem equipamento digital e de vídeo poderão continuar a fazê-lo, desde que a sua conduta ao captar as imagens seja responsável.

A população de tigres da Índia duplicou

Nem tudo são más notícias – devido ao sucesso na recuperação e preservação da população de tigres do país, os números em toda a Índia duplicaram efectivamente. É esta população florescente que tem contribuído para um aumento do turismo de observação de tigres.

Aliada ao objectivo de limitar os “engarrafamentos de safari” e o uso de telemóveis, a legislação planeia também limitar o desenvolvimento urbanístico nas áreas circundantes às reservas naturais.

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